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DECISÃO 2026: Flávio diz que não vai reverter fim da escala 6×1 e Lula afirma que medida pode cair com eleição de rival; veja o dia dos candidatos à Presidência

Publicado 16/10/2026 • 22:52 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não tentará reverter o fim da escala 6x1 caso seja eleito e disse que mudou de posição após ouvir trabalhadores durante viagens pelo país.
  • Lula (PT) participou da promulgação da nova regra no Congresso e, em ato de campanha em Minas Gerais, afirmou que uma vitória do campo bolsonarista poderia colocar a mudança em risco.
  • Além da 6x1, Flávio tratou de ajuste fiscal, segurança e Judiciário em sabatina da Globo; Lula fez campanha em Juiz de Fora e Ipatinga nesta sexta-feira (16).

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram a tratar do fim da escala de trabalho 6×1 nesta sexta-feira (16), dia em que a mudança foi incorporada à Constituição. Enquanto Flávio afirmou que não tentará reverter a medida caso seja eleito, Lula disse que uma vitória do campo bolsonarista poderia colocar a nova regra em risco.

Durante sabatina da Globo, no Rio de Janeiro, Flávio explicou novamente a mudança de posição que o levou a votar a favor da proposta no Senado. O candidato disse que passou a apoiar a medida depois de ouvir trabalhadores durante viagens pelo país. “Eu votei conforme o que eu vi nas ruas”, afirmou.

Lula, por sua vez, começou a agenda pública na sessão de promulgação da nova regra, em Brasília, antes de viajar para Minas Gerais. Em Juiz de Fora, o presidente voltou a defender a redução da jornada e afirmou que a medida poderia ser revertida caso o grupo político adversário vença a eleição.

A Emenda Constitucional 141 garante dois dias de repouso semanal remunerado. Em 60 dias, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais e, após mais 12 meses, chegará a 40 horas, sem redução salarial. Flávio disse na sabatina que respeitará a decisão do Congresso e não apoiará uma tentativa de desfazer a mudança.

Leia também: DECISÃO 2026: Flávio promete manter reajuste do salário mínimo acima da inflação: “Não vou fazer economia com as pessoas que mais precisam do governo”

Flávio diz que não vai tentar reverter mudança

Na entrevista, Flávio foi questionado diretamente se apoiaria uma tentativa de seus aliados de retomar, no próximo ano, a proposta defendida anteriormente pelo PL, baseada em maior flexibilidade de jornada e direitos proporcionais às horas trabalhadas. O candidato respondeu que não.

“Da minha parte, isso aqui tá respeitado. Foi uma decisão do Congresso Nacional. Então, da minha parte, nenhum questionamento com relação a isso”, afirmou.

Flávio disse, porém, que considera necessário enfrentar outros problemas relacionados ao trabalho e à renda, como perda de poder de compra e segurança pública.

A sabatina foi o principal compromisso público do candidato nesta sexta-feira. Antes da entrevista, Flávio fez uma visita à sede da Globo e almoçou com o presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e com o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet. A emissora afirmou que o encontro teve caráter institucional e não contou com integrantes da direção de jornalismo.

A entrevista também foi usada pelo candidato para esclarecer propostas econômicas atribuídas à sua campanha.

Questionado de forma objetiva, Flávio afirmou que pretende manter reajustes do salário mínimo acima da inflação, disse que não desvinculará o índice usado para corrigir o mínimo daquele aplicado às aposentadorias e negou que pretenda eliminar os pisos constitucionais de gastos com saúde e educação.

Para buscar o ajuste das contas públicas, o candidato citou redução do número de ministérios, gestão de imóveis da União, recuperação de dívidas e mudanças na administração de empresas estatais.

Flávio também reafirmou que, se eleito, não pretende disputar a reeleição, mesmo que o Congresso mantenha o mandato presidencial em quatro anos. Segundo ele, a proposta de emenda constitucional que apresentou prevê o fim da reeleição para presidente.

Outro tema da entrevista foi a reforma do Judiciário. Flávio defendeu mudanças para reduzir despesas e privilégios e voltou a criticar a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Questionado especificamente sobre eventuais irregularidades envolvendo ministros, afirmou que “a lei tem que valer para todo mundo” e que integrantes da Corte que infringirem a legislação devem responder por seus atos.

Na área de segurança, Flávio voltou a defender mudanças na legislação penal, classificação de organizações criminosas como narcoterroristas e maior participação das Forças Armadas no controle das fronteiras.

O candidato disse ainda que respeitará o resultado das urnas independentemente de quem vencer a eleição.

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Lula participa da promulgação do fim da 6×1

Lula começou a agenda pública desta sexta-feira no Congresso Nacional, em Brasília, onde participou da sessão de promulgação da emenda que determina o fim da escala 6×1.

Depois da cerimônia, Lula viajou para Minas Gerais e participou de atos de campanha em Juiz de Fora e Ipatinga.

Em Juiz de Fora, o presidente voltou a falar do fim da escala 6×1 e afirmou que a medida poderia ser revertida em um eventual governo do campo bolsonarista.
“Se a gente errar no voto, os bolsonaristas vão acabar e voltar com a escala”, disse Lula.

Lula também disse que a nova jornada não deve provocar prejuízos aos empresários e afirmou que trabalhadores e famílias serão beneficiados pelos dois dias de descanso semanal.

O ato em Juiz de Fora teve a presença de aliados como a prefeita Margarida Salomão, a senadora eleita Marília Campos, o senador eleito Rui Costa e a primeira-dama Janja. Depois, Lula seguiu para Ipatinga, no Vale do Aço.

Em Ipatinga, Lula também reagiu ao encontro de Flávio com dirigentes da Globo realizado horas antes da sabatina.

O presidente afirmou que a emissora estava “sob suspeição” de sua candidatura e questionou a realização do almoço no mesmo dia da entrevista do adversário. A Globo informou que o encontro teve caráter institucional, não contou com representantes da área de jornalismo e que Lula também seria recebido caso tivesse solicitado uma visita.

Durante o ato, Lula ainda pediu aos apoiadores que busquem votos entre eleitores que não escolheram sua candidatura no primeiro turno e reforçou a mobilização para os últimos dias da campanha.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.

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