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DECISÃO 2026: Lula não comenta caso Moraes-Vorcaro; Flávio e demais candidatos cobram investigação de ministro; veja o dia dos concorrentes ao Planalto

Publicado 01/09/2026 • 23:11 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve agenda pública de campanha e não se manifestou publicamente sobre as novas revelações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
  • Flávio Bolsonaro (PL) pediu a renúncia de Moraes, mas também foi questionado sobre um novo repasse de US$ 1,6 milhão de Vorcaro ao fundo ligado ao filme Dark Horse.
  • Ronaldo Caiado (PSD) pediu a saída de Moraes do STF, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) defenderam a prisão do ministro; Augusto Cury (Avante) afirmou que “a lei não pergunta o cargo de ninguém”.
Montagem com candidatos à Presidência que participam de agendas de campanha nas eleições de 2026

Candidatos à Presidência da República cumprem compromissos de campanha e agendas institucionais nesta terça-feira (1).

As novas informações reveladas pela Polícia Federal sobre a relação entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dominaram o debate entre os candidatos à Presidência nesta terça-feira (1º).

Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) defenderam a saída de Moraes da Corte ou a prisão do ministro. Augusto Cury (Avante) cobrou investigação sem distinção de cargo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não teve compromissos públicos de campanha, não se manifestou publicamente sobre o episódio.

Lula não comenta caso Moraes

Lula não teve compromissos de campanha nesta terça-feira e cumpriu agenda exclusivamente institucional em Brasília.

No Palácio do Planalto, o presidente participou de uma reunião com representantes da sociedade civil para discutir as apostas esportivas online.

Leia também: DECISÃO 2026: veja a agenda dos candidatos à Presidência nesta terça (1º)

Flávio pede renúncia de Moraes

Flávio Bolsonaro participou pela manhã de uma reunião da Comissão de Segurança Pública do Senado e também acompanhou atividades do plenário da Casa.

Ao chegar ao Senado, o candidato pediu que Moraes renuncie ao STF após a divulgação das novas informações do caso Master.

“Não tem a menor condição de ele continuar sendo ministro do Supremo”, afirmou. Flávio também acusou Moraes de ter atuado como “advogado de Vorcaro”.

Flávio voltou a ser questionado sobre sua relação com o ex-banqueiro, que teria feito um repasse de US$ 1,6 milhão ao fundo responsável por financiar Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

O candidato disse que sua participação no projeto se limitou à cessão de imagem e à captação de investidores e voltou a transferir à produtora a responsabilidade pelas explicações financeiras.

“Essas questões técnicas, desculpa, tem que perguntar para a produtora, não tenho condição de falar”, afirmou.

Caiado pede saída de Moraes e anuncia Ratinho Junior como ministro

Ronaldo Caiado começou a agenda eleitoral em São Paulo, onde visitou a Santa Casa de Misericórdia.

Mais tarde, o candidato divulgou um vídeo em que pediu a saída de Moraes do Supremo após a abertura dos dados da investigação sobre o Master.

“Diante da quebra do sigilo do caso Master, fica claro que o ministro Alexandre Moraes não tem a menor condição de continuar à frente do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Caiado disse ainda que a permanência de Moraes poderia prejudicar a confiança da população nas decisões da Corte.

“Nós corremos o risco de amanhã a sociedade não mais cumprir decisões judiciais que venham do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

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À noite, Caiado anunciou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), para comandar o Ministério da Infraestrutura em um eventual governo.

Zema diz que “impeachment é pouco” e pede prisão de Moraes

Romeu Zema cumpriu agenda em Joinville, em Santa Catarina. O candidato participou da abertura da Semana da Pátria, visitou uma escola municipal e se reuniu com empresários na Associação Empresarial de Joinville.

Ao longo do dia, Zema usou as redes sociais para reagir às revelações do caso Master e endureceu o discurso contra Moraes.

“Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia”, afirmou.

Zema disse ainda que o ministro deveria devolver recursos caso eventuais irregularidades sejam comprovadas.

Renan volta às redes e diz que Moraes “precisa ser preso”

Renan Santos não teve compromissos de campanha previstos nesta terça-feira, mas recebeu decisão favorável do TSE. Dias Toffoli liberou novamente os perfis do candidato nas redes sociais, sua participação em debates, entrevistas e sabatinas e o acesso aos recursos do Fundo Eleitoral. O ministro considerou atendida a finalidade das medidas cautelares após as explicações e informações apresentadas.

As contas, porém, permanecem fora dos mecanismos de recomendação das plataformas, e Toffoli deu 24 horas para que a Procuradoria-Geral Eleitoral avalie eventuais infrações eleitorais ou criminais.

Depois da liberação, Renan também entrou na ofensiva contra Moraes.

“O Alexandre de Moraes precisa ser preso, e todos os candidatos têm que se pronunciar”, afirmou.

O candidato disse que o caso Master deverá ocupar espaço na campanha e cobrou publicamente uma posição de Lula e Flávio.

Leia também: DECISÃO 2026: Tarcísio pede votos na Zona Sul e Haddad apresenta propostas de segurança; veja o dia dos candidatos ao governo de SP

Cury diz que “lei não pergunta cargo”

Augusto Cury começou o dia em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, com um encontro com empresários e representantes do setor industrial. Depois, visitou a Expointer, em Esteio, onde passou por espaços ligados ao agronegócio e à agricultura familiar.

Cury também se manifestou sobre as revelações envolvendo Moraes e Vorcaro, mas evitou antecipar uma condenação.

“Quem tem mais poder deve mais explicação. Do presidente da República ao trabalhador mais humilde, onde tem indício tem que ter investigação, e a lei não pergunta o cargo de ninguém”, afirmou.

O candidato disse que, em um eventual governo, não haverá “blindagem” para autoridades investigadas.

À noite, a agenda de Cury seguiu para Belo Horizonte.

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