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Defesa alega que Bolsonaro não queria fugir, cita surto e pede prisão domiciliar humanitária
Publicado 23/11/2025 • 16:56 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 23/11/2025 • 16:56 | Atualizado há 6 meses
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Imagem mostra Michelle Bolsonaro ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante visita na Superintendência da PF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (23), uma manifestação na qual atribui a violação da tornozeleira eletrônica a um episódio de “confusão mental”, provocado pela interação entre medicamentos. O documento foi enviado após determinação do ministro Alexandre de Moraes, que pediu explicações sobre o alerta de violação registrado pelo sistema de monitoramento às 00h07 do sábado (22).
Segundo o texto, Bolsonaro afirmou à equipe penitenciária ter usado um “ferro quente” na tornozeleira porque acreditava haver uma “escuta” no dispositivo. A defesa classificou o comportamento como decorrente de efeitos colaterais de remédios prescritos durante o feriado. A pulseira, segundo o relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), não apresentava dano, e a tornozeleira foi substituída logo após o acesso dos agentes.
A defesa sustenta ainda que o próprio Bolsonaro teria alertado previamente os policiais responsáveis pela vigilância de sua casa sobre a necessidade de trocar o equipamento, e argumenta que, mesmo que a tornozeleira deixasse de funcionar, não haveria possibilidade de fuga, já que o ex-presidente está sob vigilância contínua.
O pedido final solicita a reconsideração da prisão preventiva e que seja apreciado o requerimento de prisão domiciliar humanitária.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro visitou Bolsonaro neste domingo, na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília. A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, após pedido da defesa. Ela não falou com a imprensa.
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