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Durigan prevê fim de subsídios aos combustíveis quando petróleo voltar a recuar

Publicado 17/07/2026 • 22:21 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Governo manterá apoio temporário enquanto conflito no Oriente Médio pressionar preços do petróleo.
  • Ministro diz que alta da commodity pode elevar arrecadação, mas também trazer riscos à economia.
  • Equipe econômica promete preservar compromisso fiscal sem deixar de mitigar impactos da crise.

O governo pretende retirar os subsídios aos combustíveis assim que os preços internacionais do petróleo voltarem a um patamar mais estável, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta-feira (17). Segundo ele, a equipe econômica acompanha a evolução do conflito envolvendo o Irã e manterá medidas de apoio enquanto persistirem as incertezas sobre o mercado de energia.

Nossa intenção é encerrar a subvenção assim que o preço do petróleo recuar. Esse é um compromisso nosso“, afirmou o ministro.

Durigan ressaltou que o cenário permanece volátil e exige acompanhamento constante, já que os desdobramentos da guerra podem produzir efeitos positivos para a arrecadação, mas também pressionar diferentes setores da economia brasileira.

Receita maior, mas com riscos

Segundo o ministro, uma eventual alta do petróleo pode ampliar a entrada de recursos para o governo por meio de royalties e tributos ligados ao setor.

Apesar disso, ele afirmou que a resposta do Executivo não será guiada apenas pelo impacto sobre as contas públicas.

Na avaliação de Durigan, o aumento dos combustíveis pode afetar diretamente a atividade econômica, elevando custos de transporte e comprometendo o funcionamento de cadeias produtivas.

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Mitigação dos impactos

O ministro citou entre os principais riscos a possibilidade de paralisações de caminhoneiros, dificuldades no escoamento da safra e impactos sobre o transporte público nas grandes cidades.

Por isso, afirmou que o governo continuará preparado para adotar medidas que reduzam os efeitos da crise caso o conflito se prolongue.

Ao mesmo tempo, reforçou que os subsídios atualmente em vigor passam por revisão permanente e serão retirados quando houver espaço para o retorno ao cenário anterior.

Equilíbrio fiscal

Durigan reiterou que a equipe econômica seguirá perseguindo a melhora das contas públicas até o fim do ano, conciliando responsabilidade fiscal com ações voltadas à proteção da economia diante da instabilidade internacional.

Segundo ele, a estratégia é preservar o compromisso fiscal sem deixar de atuar para reduzir os prejuízos provocados pela volatilidade do mercado de petróleo.

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