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CNBCTrump reforça tropas no Irã para forçar negociações de paz, mas estratégia pode ser arriscada

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Dólar avança 0,69% aos R$ 5,25 com inflação maior que o esperado e impasse sobre o rumo do Petróleo

Publicado 26/03/2026 • 17:38 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O otimismo com um possível acordo no Oriente Médio perdeu força após a resposta do Irã, elevando incertezas e fortalecendo a busca por ativos seguros
  • A prévia da inflação veio acima do esperado, mas não sustentou o real diante da pressão do ambiente externo
  • O movimento no câmbio foi limitado por fatores internos, enquanto juros futuros subiram diante da manutenção das incertezas

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Dólar

O real registrou mais uma sessão de desvalorização frente o dólar nesta quinta-feira (26). A moeda americana fechou em alta de 0,69%, aos R$ 5,25, diante um mercado mais cauteloso e um sentimento geral de aversão ao risco. Com este movimento, o dólar encerrou uma sequência de três dias de baixa e voltou a reagir.

A moeda americana oscilou entre R$ 5,2183 e R$ 5,2632 durante o dia. Lá fora, o índice DXY teve alta de 0,40%, aos 100 pontos cravados.

Na sessão da última quarta-feira (25), houve um aumento nas expectativas de um acordo temporário envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O otimismo, entretanto, perdeu força após a resposta do Irã no fim do dia, considerada pouco crível e pouco viável do ponto de vista americano. Com isso, a perspectiva de diminuição do conflito e de reabertura do Estreito de Ormuz esfriou, levando os investidores a se refugiar em investimentos tidos como seguros, como o dólar.

“Apesar de ainda haver alguma expectativa de avanço diplomático, a avaliação é de que o Irã não demonstra, neste momento, disposição clara para um cessar-fogo ou para concessões relevantes, o que sustenta um ambiente mais defensivo nos mercados”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da Stonex.

Ele aponta que o resultado do IPCA-15, divulgado nesta manhã, também frustrou as expectativas, indicando uma inflação mais forte que o esperado. “Em tese, isso poderia favorecer o real, ao reforçar a perspectiva de um ritmo mais lento de cortes de juros pelo Copom. No entanto, o ambiente externo tem prevalecido, limitando a reação dos ativos locais”, disse.

Ainda assim, Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad:, afirma que o movimento no câmbio foi contido, limitado pelo fluxo comercial associado ao petróleo e pelo diferencial de juros doméstico. “O ajuste mais relevante acabou se concentrando em outros mercados: a curva de DIs abriu de forma mais intensa, refletindo a reprecificação inflacionária, enquanto a bolsa reagiu negativamente ao aumento da incerteza”, afirmou.

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