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Iraque e Síria fecham acordo para reativar oleoduto e reduzir dependência do Estreito de Ormuz
Publicado 17/07/2026 • 20:30 | Atualizado há 50 minutos
Publicado 17/07/2026 • 20:30 | Atualizado há 50 minutos
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Imagem: AFP
Campo petrolífero de Havana, próximo a Kirkuk, no Iraque, em 2017
O Iraque e a Síria assinaram nesta sexta-feira (17) um acordo para reconstruir um oleoduto que ligará o norte iraquiano ao litoral sírio no Mediterrâneo, criando uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz para o escoamento de petróleo.
O acordo foi firmado durante um encontro da Câmara de Comércio, em Washington, voltado a investimentos dos Estados Unidos no Iraque. A cerimônia contou com a presença do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e foi assinada pelo CEO da Basra Oil Company, Bassem Abdul Karim Nasr, e pelo CEO da Syrian Petroleum Company, Youssef Qablawi.
Segundo Wright, o projeto poderá ampliar a produção de petróleo do Iraque e reduzir a dependência do país de rotas consideradas vulneráveis.
O oleoduto liga a cidade de Kirkuk, no norte do Iraque, à costa mediterrânea da Síria e possui capacidade projetada de 700 mil barris por dia. A infraestrutura está fora de operação desde 2003, quando foi danificada durante a invasão americana ao Iraque.
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Siga o Times | CNBCA retomada do projeto ocorre em um momento em que o Iraque enfrenta dificuldades para exportar petróleo devido aos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre a navegação no Estreito de Ormuz. Atualmente, o país depende principalmente do porto de Basra, no Golfo Pérsico, para acessar o mercado internacional.
Segundo dados da Opep, a produção iraquiana caiu de cerca de 4,2 milhões de barris por dia em fevereiro para aproximadamente 1,9 milhão de barris por dia em junho, após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O movimento acompanha uma estratégia mais ampla entre países do Golfo para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz. Os Emirados Árabes Unidos estão construindo um segundo oleoduto até o porto de Fujairah, no Golfo de Omã, enquanto a Arábia Saudita avalia ampliar em 2 milhões de barris por dia a capacidade do oleoduto do país até o Mar Vermelho.
Especialistas, no entanto, afirmam que a ampliação da malha de oleodutos reduz parte dos riscos logísticos, mas não elimina as ameaças às instalações energéticas da região. Segundo Bob McNally, fundador da Rapidan Energy, o principal risco não está na navegação pelo Estreito de Ormuz, mas na possibilidade de ataques a terminais, estações de bombeamento e instalações de armazenamento de petróleo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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