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Economia Brasileira

Após Master, Will Bank e Pleno, até quando o FGC pode bancar os prejuízos?

Publicado 20/02/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Nesta semana, o Banco Central decretou a liquidação de mais uma instituição financeira: o Banco Pleno, antigo Banco Voiter.
  • Agora, cabe ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobrir os R$ 4,9 bilhões que o banco tinha em aberto com os credores.
  • Logo, com o Banco Pleno, o valor total a ser desembolsado é de R$ 51,8 bilhões, que equivale a 43% do montante disponível para pagamentos com a garantia do FGC. 
  • Mas, afinal, em caso de novas liquidações, até quando o FGC conseguirá bancar os prejuízos?
Logo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) na sede da organização, em São Paulo

Foto: Divulgação/FGC.

FGC protege seu investimento?

Nesta semana, o Banco Central decretou a liquidação de mais uma instituição financeira: o Banco Pleno, antigo Banco Voiter. Agora, cabe ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobrir os R$ 4,9 bilhões que o banco tinha em aberto com os credores. 

No entanto, o FGC já estava pressionado pelos quase R$ 50 bilhões necessários para ressarcir os clientes do liquidado Banco Master. O valor específico para o caso Master era de R$ 40,6 bilhões. Contudo, após a liquidação do Will Bank – subsidiária do banco de Daniel Vorcaro – outros R$ 6,3 bilhões foram adicionados na conta.

Logo, com a inclusão do Banco Pleno, o valor total a ser desembolsado é de R$ 51,8 bilhões, que equivale a 43% do montante disponível para pagamentos com a garantia do FGC. 

Mas, afinal, em caso de novas liquidações, até quando o FGC conseguirá bancar os prejuízos?

Leia também: Quem paga a conta? FGC avalia pedir reforço de R$ 30 bilhões após problemas com Master e Will Bank

As contas do FGC

A proteção padrão do FGC é de até R$ 250 mil ao ano, por CPF/CNPJ. Além disso, o fundo só entra em ação quando algum banco quebra – desde que ele seja, de fato, coberto pelo FGC. Em tese, investidores poderiam receber até R$ 1 milhão em ressarcimentos, distribuídos em partes iguais, em quatro anos. 

No entanto, o FGC não contava que instituições como Master, Will Bank e Pleno fossem emitir CBDs extraordinários – com 140% e 150% de CDI – sem a devida capacidade financeira para isso. Conforme dito por Daniel Vorcaro, a proteção do Fundo Garantidor de Crédito virou parte da estratégia dessas instituições. 

Para pagar essas contas, a instituição depende da contribuição de diversos bancos, em especial os maiores do Brasil: Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

A tendência agora é que os grandes bancos repassem essa conta para os usuários, tornando os empréstimos ainda mais caros. Junto a isso, é possível que o Banco Central e o Fundo Garantidor de Crédito tornem-se ainda mais rígidos, pensando na segurança de longo prazo. Em outras palavras, mais liquidações podem acontecer no curto prazo. 

Por outro lado, o risco de colapso do FGC é improvável. Esse cenário só seria possível se um grande banco fosse liquidado, o que, até o momento, não está no radar de ninguém. Ademais, instituições como Banco do Brasil e Itaú já estão preparadas para recompor a liquidez do Fundo Garantidor de Crédito.

FGC avalia pedir reforço de R$ 30 bilhões

As liquidações extrajudiciais recentes pressionaram o caixa do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), já que o pagamento a credores deve consumir mais de um terço da liquidez da entidade. Diante disso, o fundo e cerca de 250 bancos associados negociam um plano para recompor os recursos.

Conforme noticiado anteriormente, a principal proposta prevê a antecipação de cinco anos de contribuições, o que pode gerar um aporte imediato de aproximadamente R$ 30 bilhões, considerando que hoje os bancos recolhem cerca de R$ 6 bilhões por ano. A divisão seguirá o volume de depósitos de cada instituição, concentrando a maior parte do valor nos grandes bancos, como Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil, que devem responder por cerca de 70% do total.

Além da antecipação, o FGC também estuda cobranças adicionais: uma taxa extra que pode arrecadar cerca de R$ 3 bilhões e uma contribuição extraordinária anual equivalente à metade da alíquota padrão (0,01% sobre depósitos elegíveis), com potencial de gerar R$ 15 bilhões em cinco anos. O prazo dessa cobrança ainda está em avaliação.

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