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FGC aprova plano agressivo de R$ 55 bilhões para cobrir colapso do Banco Master
Publicado 09/02/2026 • 20:02 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 09/02/2026 • 20:02 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Divulgação/FGC.
FGC protege seu investimento?
O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deu sinal verde para um plano agressivo de recapitalização após o colapso do conglomerado Master. Segundo apuração do Valor, a estratégia envolve a antecipação de 84 meses de contribuições dos bancos em três anos, além da criação de uma alíquota extraordinária, para cobrir um rombo estimado em R$ 55 bilhões.
O montante bilionário é necessário para honrar o pagamento de CDBs (Certificados de Depósitos Interbancários) aos investidores e cobrir empréstimos emergenciais feitos ao Banco Master e ao Will Bank. Como o estatuto do FGC limita a antecipação a 60 meses, a solução foi um “fatiamento”: o fundo puxará 5 anos de contribuições já em 2026, com aportes adicionais previstos para 2027 e 2028.
A primeira é a antecipação em 60 meses, com aporte previsto para 2026, estimado em cerca de R$ 30 bilhões. Há ainda uma antecipação adicional distribuída em 12 meses de 2027 e 12 meses de 2028, com valor aproximado de R$ 12 bilhões. Além disso, uma alíquota extra de 0,06%, correspondente a um adicional de 50% sobre a taxa anual, deve gerar cerca de R$ 3 bilhões por ano. Nesse contexto, ocorre uma disputa entre o compulsório e o custo bancário, representando uma verdadeira “queda de braço” na definição da estratégia financeira.
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Para que o plano saia do papel, os bancos agora aguardam o aval do Banco Central (BC) e do Conselho Monetário Nacional (CMN) para uma manobra contábil: usar os recursos que hoje ficam “parados” no BC (o compulsório) para abastecer o FGC.
Bancos grandes, como S1 e S2, defendem redirecionar o compulsório sobre depósitos à vista, já que esses recursos atualmente não rendem no Banco Central, o que tornaria o impacto sobre seu lucro praticamente nulo.
Por outro lado, bancos médios e pequenos, classificados de S3 a S5, devem arcar com a maior parte da despesa real, pois não possuem grandes volumes de depósitos à vista e, portanto, sentirão mais intensamente o peso da alíquota extraordinária de 0,06% ao ano.
O Banco Central analisa a proposta com cautela. O principal receio do regulador é que esse custo adicional repassado aos bancos acabe se transformando em um aumento do custo do crédito (juros mais altos) para o consumidor final.
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