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Quem paga a conta? FGC avalia pedir reforço de R$ 30 bilhões após problemas com Master e Will Bank
Publicado 25/01/2026 • 19:30 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 25/01/2026 • 19:30 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Foto: Freepik.
Banco Master e Will Bank comprometem liquidez do FGC; outros bancos e consumidores pagam a conta
A liquidação extrajudicial do Banco Master e do Will Bank geraram complicações elevadas para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e quase todo o mercado financeiro. Isso porque o ressarcimento de credores dos dois bancos deve levar mais de um terço da liquidez dos cofres da entidade.
Apenas para a instituição de Daniel Vorcaro, serão necessários cerca de R$ 40,6 bilhões dos cofres do fundo. Nesse sentido, o empresário admitiu à Polícia Federal (PF) que o FGC era parte da estratégia do seu modelo de negócios, pois enfrentava problemas de liquidez.
Adicionalmente, o Will Bank – que pertencia ao Master – tem R$ 6,5 bilhões em CDBs que agora também são de responsabilidade do FGC. Contudo, estima-se que o limite da cobertura do fundo seja de R$ 5 bilhões. Além disso, o banco digital encerrou com R$ 7 bilhões em passivos e R$ 8 bilhões em transações correntes com a Mastercard.
Como consequência, o FGC agora estuda meios de repor o montante. Para isso, os bancos que integram o fundo – cerca de 250 instituições – negociam um plano de reforço financeiro.
Na prática, a solução em discussão envolve a antecipação de cinco anos de contribuições ao fundo. Atualmente, os bancos recolhem aproximadamente R$ 6 bilhões por ano ao FGC, o que significa que a antecipação representaria um desembolso imediato de cerca de R$ 30 bilhões. A informação é do Valor Econômico.
A conta será dividida de acordo com o volume de depósitos de cada instituição, concentrando o maior peso nos grandes bancos, como: Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Leia também: CDBs Extraordinários: do Banco Master ao Will Bank, o rendimento que alertou o BC
Em geral, os bancos citados anteriormente vão precisar antecipar contribuições que estavam programadas para o futuro, além de ter que pagar uma contribuição extra à parte. Segundo estimativas, as cinco instituições devem arcar com cerca de 70% do valor total.
Nesse sentido, a contribuição ao FGC é calculada pela aplicação de uma alíquota de 0,01% sobre os depósitos elegíveis. Sendo assim, o maior peso está concentrado nos bancos com mais recursos captados.
Junto a isso, o FGC deve arrecadar mais R$ 3 bilhões por meio de uma cobrança extra, baseada na metade da alíquota padrão.
Leia também: Banco Central manda BRB provisionar R$ 2,6 bilhões para cobrir fraude envolvendo Banco Master
Também é esperado que as instituições financeiras tenham de arcar com uma cobrança extraordinária equivalente à metade da alíquota ordinária. Esse montante deve somar arrecadação anual adicional de R$ 3 bilhões para o FGC. Ela deve durar por 5 anos, o que somaria R$ 15 bilhões. No entanto, a entidade estuda como reduzir esse prazo.
Na ausência da reposição imediata, o FGC pode não ser capaz de responder a outras crises que possam surgir.
No final de tudo, é possível que os efeitos do caso Master atinjam o consumidor por aumento de tarifas e menos remuneração em investimentos (CDBs, LCIs, LCAs e outros). Em paralelo, a diferença entre preço de compra e venda de transações financeiras também pode aumentar.
Em outras palavras, em breve os retornos financeiros poderão ser menores e produtos financeiros podem ficar mais caros. Embora nenhuma instituição esteja satisfeita de arcar com os danos gerados pelo Banco Master e Will Bank, a ausência da reposição imediata pode impedir o FGC de responder a outras crises – se elas surgirem.
Por isso, o regulamento do FGC exige uma liquidez de 2,5% em relação ao total de depósitos elegíveis. A liquidez era de 2,23% em junho de 2025 e deve cair ainda mais com os novos desdobramentos do caso Master e Will Bank.
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