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Brasileiro fecha 2025 mais endividado do que em 2024; entenda o que mais pesa no bolso
Publicado 21/01/2026 • 07:10 | Atualizado há 1 hora
Publicado 21/01/2026 • 07:10 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Canva Elements
Brasileiro fecha 2025 mais endividado do que em 2024; entenda o que mais pesa no bolso
Em um cenário de crédito caro e orçamento pressionado, as famílias brasileiras encerraram 2025 mais endividadas do que no ano anterior.
Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostra que 78,9% dos lares tinham alguma dívida em dezembro, avanço de 2,3 pontos porcentuais na comparação com o fim de 2024.
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O principal vilão do endividamento segue sendo o cartão de crédito, presente em 85,1% das dívidas declaradas pelas famílias. Em seguida aparecem os carnês, com 16,2%, e as linhas de crédito pessoal, com 12,1%, segundo informações do portal Bora Investir, do B3.
Embora esses tipos já liderassem a lista no ano anterior, o aumento do uso do cartão indica maior dependência de crédito rotativo para fechar as contas do mês, em um ambiente de juros elevados.
Além de mais endividados, os brasileiros terminaram 2025 com mais dificuldade para honrar compromissos. A taxa de inadimplência chegou a 29,4% em dezembro, uma leve alta em relação ao mesmo período de 2024.
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O número revela que quase três em cada dez famílias tinham contas em atraso no fim do ano, sinal de aperto no fluxo de caixa doméstico.
O aumento do endividamento ocorre apesar de sinais positivos na economia, como inflação, câmbio e mercado de trabalho melhores do que o esperado ao longo de 2025.
A manutenção desses avanços depende de um ambiente mais favorável à atividade econômica, em meio à instabilidade global.
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A expectativa, no entanto, é de algum alívio no curto prazo, tanto o endividamento quanto a inadimplência podem apresentar recuo ao longo do primeiro trimestre de 2026.
A aposta está em uma eventual redução gradual da taxa Selic, o que poderia aliviar o custo do crédito e ampliar a capacidade de pagamento das famílias.
| Tipo de dívida | 2025 | 2024 |
|---|---|---|
| Cartão de crédito | 85% | 83% |
| Carnês | 16% | 16% |
| Crédito pessoal | 12% | 11% |
| Financiamento de casa | 9% | 8% |
| Financiamento de carro | 8% | 8% |
| Crédito consignado | 5% | 5% |
| Cheque especial | 3% | 3% |
| Outras dívidas | 2% | 2% |
O retrato deixado por 2025 é o de um orçamento doméstico pressionado, no qual o crédito segue sendo ferramenta central para o consumo, mas também fonte de risco.
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A trajetória do endividamento ao longo de 2026 deve depender, sobretudo, do ritmo de queda dos juros e da capacidade de reorganização financeira.
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