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Dívidas bilionárias da Venezuela com petrolíferas ficam em segundo plano para Trump
Publicado 07/01/2026 • 19:49 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 07/01/2026 • 19:49 | Atualizado há 10 meses
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Pixabay
Imagem de um campo de petróleo
As dívidas que a Venezuela deve à ConocoPhillips e à ExxonMobil não são uma prioridade imediata para o governo Trump após a derrubada do presidente Nicolás Maduro, disse o secretário de Energia, Chris Wright, à CNBC na quarta-feira.
“As enormes dívidas que são devidas à Conoco e à Exxon são muito reais e precisam ser compensadas no futuro”, disse Wright a Brian Sullivan, da CNBC. “Mas isso é uma questão de mais longo prazo. Não é uma questão de curto prazo.”
A Conoco e a Exxon entraram com processos de arbitragem contra a Venezuela depois que o ex-presidente Hugo Chávez nacionalizou a indústria do petróleo em 2007. A Venezuela deve à Conoco cerca de US$ 10 bilhões (R$ 53,8 bilhões) e à Exxon cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões), de acordo com uma nota do JPMorgan publicada na segunda-feira.
A prioridade imediata do governo Trump é estabilizar a Venezuela, disse Wright.
“O que precisamos fazer com a receita dessas vendas de petróleo é estabilizar a economia da Venezuela, impedir o colapso do bolívar, evitar que a Venezuela se torne um Estado falido”, disse o secretário de Energia.
A Conoco e a Exxon deixaram a Venezuela após a nacionalização promovida por Chávez. A Chevron permaneceu e é a única grande petrolífera dos EUA operando no país por meio de uma licença especial emitida pelo governo Trump.
Levará tempo para que as grandes petrolíferas dos EUA invistam os bilhões de dólares necessários para reconstruir a infraestrutura energética da Venezuela, disse Wright.
“Se você é a Exxon ou a Conoco e saiu do país, precisa apenas de condições comerciais normais, Estado de direito e alguma segurança para voltar. Isso vai levar algum tempo”, afirmou.
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O governo Trump trabalhará com a Chevron em “ajustes ou mudanças incrementais” para permitir que sua produção cresça, disse ele.
A produção venezuelana pode crescer em várias centenas de milhares de barris por dia no curto e médio prazo, disse Wright anteriormente na conferência anual de energia do Goldman Sachs, em Miami.
O secretário de Energia afirmou que os EUA controlarão as vendas de petróleo da Venezuela por tempo indeterminado.
“Vamos comercializar o petróleo bruto que sai da Venezuela, primeiro esse petróleo armazenado que está represado e, depois, indefinidamente, daqui para frente, venderemos a produção que sai da Venezuela no mercado”, disse Wright na conferência do Goldman.
“Precisamos ter essa alavancagem e esse controle dessas vendas de petróleo para impulsionar as mudanças que simplesmente precisam acontecer na Venezuela”, disse o secretário.
Trump se reunirá com executivos do setor de petróleo na Casa Branca na sexta-feira, disseram fontes a Brian Sullivan, da CNBC. Os CEOs da ExxonMobil e da ConocoPhillips, assim como um representante da Chevron, devem participar da reunião.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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