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Economia Brasileira

Calendário econômico da semana: guerra e decisões de juros no Brasil e no mundo ditam o rumo dos mercados

Publicado 15/03/2026 • 22:29 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O mercado financeiro global se prepara para aquela que promete ser uma Super Semana decisiva para a economia e os investimentos.
  • Entre os dias 15 e 21 de março, o foco dos investidores estará dividido entre as decisões de juros dos principais bancos centrais e o campo de batalha no Oriente Médio.
  • O barril de petróleo, que ultrapassou a barreira dos US$ 100 (cerca de R$ 530, na cotação atual), tornou-se o principal indicador a ser monitorado, ofuscando até mesmo os dados tradicionais de atividade econômica mundial.
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Calendário

O mercado financeiro global se prepara para aquela que promete ser uma Super Semana decisiva para a economia e os investimentos. Entre os dias 15 e 21 de março, o foco dos investidores estará dividido entre as decisões de juros dos principais bancos centrais e o campo de batalha no Oriente Médio.

O barril de petróleo, que ultrapassou a barreira dos US$ 100 (cerca de R$ 530, na cotação atual), tornou-se o principal indicador a ser monitorado, ofuscando até mesmo os dados tradicionais de atividade econômica mundial.

Com o fechamento do Estreito de Ormuz — por onde transitam 20% da demanda mundial de petróleo — o prêmio de risco geopolítico disparou em todos os mercados.

Para Leandro Manzoni, economista e analista da InfoEconomics, o mercado vive um dilema sobre a duração do conflito atual. “Quanto maior a demora para um cessar-fogo, maior o temor de escassez no mercado global. O fim do conflito não significará normalização imediata, com o preço do petróleo dificilmente recuando abaixo dos US$ 80 (R$ 424) nos próximos meses”, explica.

O dilema da Selic: corte de 0,25 ou 0,50?

No Brasil, a decisão do Copom na quarta-feira (18) é cercada de incertezas. Antes da guerra, o consenso era de um corte de 0,50 ponto percentual na taxa. Agora, o cenário mudou, pois a Petrobras já reajustou o diesel e o IPCA de fevereiro veio acima do esperado pelo mercado financeiro.

André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, observa que a alta de 40% no petróleo no último mês pressiona a inflação doméstica severamente. “O Copom pode interpretar que, diante da combinação entre riscos externos e sinais de resiliência da economia doméstica, há menor espaço para um corte mais agressivo”, pondera Galhardo, embora ainda mantenha em sua projeção base uma redução de 0,50.

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Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating, acredita que há espaço para o corte de 0,50 ponto percentual, mas prevê um comunicado bastante duro da autoridade monetária. Para ele, os dados de atividade de janeiro foram apenas um repique de um final de ano fraco. “O comunicado deve dizer: ‘olha, a gente cortou, mas vamos com calma, não se animem'”, afirma Sartori sobre a postura cautelosa necessária.

Juliana Inhasz, economista e professora do Insper, reforça que o foco mudou de “quanto a taxa cairia” para “se realmente vai ter queda”. Segundo ela, entramos em um modo de espera para entender como a política monetária reagirá a riscos maiores e pressões inflacionárias.

Ela destaca que o mercado testará se as autoridades veem o conflito como um choque passageiro ou se adotarão uma postura mais atenta e reativa, indicando um cenário de incerteza prolongada.

Confira o Calendário Econômico da Semana (15 a 21 de março)

DataPaísEvento / IndicadorProjeção / Referência
15/03ChinaVendas no Varejo e Produção IndustrialMonitoramento de desaceleração
16/03BrasilBoletim Focus e IBC-Br (Jan)Projeção Austin: +0,3%
16/03EUAProdução Industrial (Fev)Estreita vigilância do Fed
17/03BrasilIGP-10 (Mar)Projeção Análise: -0,60%
18/03EUAEstoques de Petróleo BrutoMedição de abastecimento
18/03EUADecisão de Juros do FedManutenção em 3,75%
18/03BrasilDecisão da Taxa Selic (juros no Brasil)Projeção mercado: 14,75%
19/03JapãoDecisão de Juros do BoJExpectativa de manutenção
19/03R. UnidoDecisão de Juros do BoEExpectativa de manutenção
19/03EuropaDecisão de Juros do BCEManutenção em 2,15%
21/03EUADiscurso de Jerome PowellSinalizações pós-FOMC

Fed e BCE: manutenção sob vigilância

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros pelo Federal Reserve. Mesmo com o mercado de trabalho perdendo fôlego, a inflação segue sendo a prioridade absoluta.

Rodolpho Sartori destaca que “a desaceleração da economia americana chegou, mas a inflação segue fora da meta, o que tem incomodado Powell” em suas decisões recentes. A aposta é que o primeiro corte ocorra apenas no fim do ano.

Na Europa, o Banco Central Europeu também deve segurar as taxas vigentes. André Galhardo explica que, apesar de alguns dirigentes discutirem cortes devido à inflação baixa, as tensões no Oriente Médio trouxeram cautela. “O cenário ainda exige prudência diante do risco inflacionário associado à alta do petróleo“, diz ele sobre o comportamento esperado da zona do euro.

Juliana Kessler pontua ainda a importância de observar os estoques de petróleo que sairão nos EUA na quarta-feira. Para a professora, esses dados são fundamentais para medir o tamanho do problema diante de eventuais interrupções de abastecimento globais. Esse monitoramento, somado ao IBC-Br no Brasil, permitirá um mapeamento da economia mais preciso neste momento de risco sistêmico elevado.

Atividade na China e balanços no Brasil

A China abre a semana com dados de produção industrial e varejo. Para a equipe da Análise Econômica, o dado ganha relevância pois a economia chinesa apresenta sinais de fragilidade no consumo doméstico.

Sartori complementa que o governo chinês deve priorizar incentivos fiscais em vez de cortes de juros imediatos, focando na estabilidade do crescimento local.

No Brasil, além da Selic, a semana é carregada de resultados corporativos importantes. Investidores estarão atentos aos balanços de Sabesp, Itaúsa, Natura, Marfrig e Cemig. O desempenho dessas gigantes ajudará a consolidar a percepção sobre a saúde das empresas brasileiras em um ambiente de juros reais elevados, embora em trajetória de queda.

Como resume Leandro Manzoni: “Seria a semana dos bancos centrais — mas o conflito no Oriente Médio mudou o foco com que os mercados observarão essas reuniões” decisivas para o futuro financeiro.

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