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Apoio ao fim da escala 6×1 sobe a 71% e pressiona o Congresso, aponta Datafolha
Publicado 15/03/2026 • 09:26 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 15/03/2026 • 09:26 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Escala 6x1 no Brasil
Reprodução Pexels
O apoio ao fim da escala 6×1 no Brasil chegou a 71%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado. O número representa alta de sete pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, feito em dezembro de 2024, quando 64% dos entrevistados eram favoráveis à mudança. Apenas 27% se posicionam contra, e 3% não responderam.
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios, entre 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.
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O crescimento do apoio popular chega em momento de movimentação legislativa. Na última terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara realizou audiência pública para debater propostas de alteração do modelo. A aprovação na CCJ seria o primeiro passo para a tramitação da matéria.
O tema é tratado como prioridade pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ministros como Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, fizeram declarações públicas em defesa da mudança. A leitura política é de que a medida tem apelo eleitoral relevante.
A alteração em discussão prevê substituir a escala 6×1 por uma jornada de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias, com dois de descanso, sem redução salarial. O modelo é chamado de 5×2.
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Siga o Times | CNBCEm pronunciamento no Dia das Mulheres, Lula argumentou que a redução da jornada beneficiaria especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam o emprego com tarefas domésticas. Os dados do Datafolha sustentam o argumento: 77% das mulheres apoiam a mudança, ante 64% dos homens.
A pesquisa também revela uma diferença entre regimes de trabalho. Entre os que trabalham até cinco dias por semana, 76% são favoráveis à mudança. O índice cai para 68% entre os que trabalham seis ou sete dias.
O Datafolha associa essa diferença à presença maior de autônomos e empresários entre os de jornada mais extensa, grupo que tende a enxergar no trabalho adicional uma forma de elevar a renda. Entre os que trabalham menos dias, há maior participação de servidores públicos, cuja remuneração é menos sensível à duração da jornada.
Quando o questionamento se volta aos efeitos para as empresas, o país aparece dividido: 39% avaliam que o fim da escala 6×1 traria consequências positivas e outros 39% projetam efeitos negativos. Em dezembro, 42% apontavam impactos negativos, indicando uma leve mudança de percepção.
Sobre a economia em geral, 50% dizem que a alteração teria efeito ótimo ou bom, enquanto 24% projetam resultado ruim ou péssimo.
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