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Dólar sobe com cenário externo e volta a fechar acima de R$ 5,40
Publicado 18/08/2025 • 18:22 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 18/08/2025 • 18:22 | Atualizado há 7 meses
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Notas de dólar
Pixabay
O dólar subiu no mercado brasileiro nesta segunda-feira (18) e voltou a ultrapassar a marca de R$ 5,40, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior. Depois de um período de desvalorização da divisa e sem indicadores importantes no radar, investidores optaram por realizar lucros e adotaram uma postura mais cautelosa.
O dólar à vista chegou à máxima de R$ 5,4445 e terminou o dia em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,4344. No acumulado do mês, registra queda de 2,97% e, no ano, de 12,07%. O real, que vinha sendo destaque entre as moedas de países emergentes em 2025, foi a que mais perdeu valor entre as principais moedas globais nesta segunda-feira.
Além das negociações por um possível cessar-fogo na Ucrânia, as atenções estão voltadas para a expectativa de um alívio na política monetária dos Estados Unidos. O mercado financeiro aguarda a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na quarta-feira (20) e o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, durante o Simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira (22).
“Hoje vimos um pouco de realização de lucros e desmontes de posições. O dólar chegou a bater R$ 5,38 na semana passada e já acumula uma queda importante no ano“, explica Ricardo Chiumento, superintendente da Mesa de Derivativos do BS2. “A inflação ao produtor mais forte nos EUA no fim da semana passada deixou o mercado mais desconfiado sobre um corte de juros pelo Fed ainda este ano.”
O Dollar Index (DXY), que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas relevantes, ultrapassou os 98.000 pontos, com máxima em 98,186. Mesmo assim, ainda acumula queda de 1,90% em agosto e de 9% no ano. Os juros dos títulos do Tesouro americano subiram de forma moderada.
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À tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu medidas “muito positivas” e garantias de segurança para os ucranianos caso haja cessar-fogo com a Rússia. Ele sugeriu um encontro com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, “o quanto antes“. Zelensky afirmou que teve uma “ótima conversa” com o republicano.
Chiumento, do BS2, acredita que o fim da guerra ajudaria a baixar o preço do petróleo e a inflação, mas, no curto prazo, vê o risco de os EUA sofrerem um choque inflacionário por causa do aumento de tarifas promovido por Trump.
“A grande preocupação para o dólar é a inflação nos EUA. O principal evento da semana é o discurso de Powell. O mercado ainda tenta entender como o Fed vai agir”, diz Chiumento, que considera R$ 5,45 um patamar razoável para o câmbio. “Se o Fed adotar um tom mais tranquilo, podemos ver o dólar voltando a cair, já que o diferencial de juros é enorme.”
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, descartou apostas em corte da Selic neste ano. Ele reconheceu que a atividade econômica deu uma esfriada, mas destacou que o Brasil ainda está crescendo acima do seu potencial.
Guillen lembrou que, após interromper o ciclo de alta e manter a Selic em 15% ao ano, o Banco Central ainda busca a taxa ideal para levar a inflação à meta. “Depois de encontrar essa taxa de juros adequada, ela deve ficar parada por um bom tempo”, afirmou Guillen.
O IBC-Br, indicador do Banco Central que antecipa o PIB, recuou 0,1% em junho (considerando o ajuste sazonal), abaixo da mediana das projeções do mercado (0,05%) e próximo do piso das estimativas (-0,20%), puxado principalmente pelo desempenho do agronegócio.
Para Bruno Cordeiro, sócio da Kapitalo Investimentos, o real se beneficia de uma possível troca de governo em 2026, de um cenário internacional favorável a países emergentes e da busca pelo chamado carry trade (estratégia de aproveitar juros altos). “Vejo o real valorizado, mas sendo sustentado pela demanda por rendimento”, opina.
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