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EUA x Irã: confronto pode pressionar inflação no Brasil e travar queda dos juros; entenda
Publicado 09/03/2026 • 12:10 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 09/03/2026 • 12:10 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Freepik.
EUA x Irã: confronto pode pressionar inflação no Brasil e travar queda dos juros; entenda
Enquanto os EUA, Irã e Israel se enfrentam no Oriente Médio, o mercado brasileiro aguarda pela próxima reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) – do Banco Central do Brasil –, para descobrir se a taxa Selic sairá dos 15%. Essa seria a primeira redução de percentual após cinco reuniões consecutivas.
Prevista para o dia 17 de março de 2026, o desfecho da reunião pode não atender às expectativas do período anterior à guerra. Isso porque, caso a projeção da inflação ultrapasse os 4% esperados para esse ano, a queda da taxa Selic pode ser adiada.
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Nesse sentido, conforme noticiado anteriormente, o conflito armado no Irã pode prejudicar a oferta de petróleo no mundo. Desde o início do conflito, o preço do barril saiu de US$ 60 para US$ 84,50 nos contratos futuros Brent. Além disso, o Estreito de Ormuz está fechado para os EUA, Israel e Europa.
Sendo assim, caso a guerra seja prolongada, os desafios envolvendo petróleo podem ressoar no Brasil – que, embora exporte petróleo, ainda importa grandes quantidades, visto que a produção nacional é insuficiente.
Em geral, esse impacto deve vir em aumento de custos para os setores de agronegócio, transporte e plásticos. Consequentemente, pode haver alta da inflação, adiamento da queda de juros, queda na bolsa de valores brasileira e fuga de capital estrangeiro.
“O cenário captado pelo Focus ainda não reflete plenamente a recente escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. As projeções seguem indicando inflação comportada, juros elevados, mas com um ciclo de cortes gradual da Selic em 2026”, disse Peterson Rizzo, gerente de Relações com Investidores da Multiplike.
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Ou seja, em condições ‘normais’, há espaço para flexibilização monetária. No entanto, o Banco Central do Brasil pode decidir ser mais cauteloso, caso o cenário de pressão sobre a indústria petrolífera persista.
“Por enquanto, o cenário central segue de desaceleração inflacionária e início de afrouxamento monetário. O Focus já incorpora um ambiente global mais incerto de maneira indireta, mas não precifica integralmente um choque prolongado de energia ou desancoragem inflacionária. Caso o risco geopolítico se traduza em inflação importada ou pressão cambial mais intensa, novas revisões para cima em inflação e para baixo na velocidade de cortes da Selic podem ocorrer nas próximas semanas. O ponto-chave é a duração e intensidade do choque externo”, explicou Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.
Ademais, na visão de Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, o mercado costuma reagir rapidamente a eventos externos. Ou seja, uma escalada do conflito pode provocar nova rodada de revisões para inflação e juros no Focus.
Nesse contexto, os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) podem sentir esses efeitos por dois fenômenos: aumento de custos e desaceleração do consumo, elevando o risco de crédito – em especial, em setores sensíveis à renda e à energia.
Além disso, segundo Araújo, gestores e investidores de FIDCs precisam avaliar simultaneamente três elementos: “a análise precisa combinar leitura macroeconômica, avaliação de fluxo de caixa e qualidade de lastro, preservando retorno ajustado ao risco mesmo em um ambiente de maior volatilidade”, disse.
Em um ambiente de Selic elevada, embora os retornos possam se tornar mais atrativos, cresce também a necessidade de avaliação de risco mais rigorosa. “Para o crédito empresarial estruturado, um ambiente de Selic acima de 12% mantém spreads atrativos, mas reforça a necessidade de governança, garantias robustas e estruturação eficiente para preservar retorno ajustado ao risco”, disse Padula, CEO do Grupo Everblue.
Leia também: Focus: Mercado baixa projeção para dólar e Selic em 2026, mantém o IPCA em 3,91%
Já para quem toma decisões de investimento e estruturação patrimonial, “o momento exige previsibilidade de caixa e estratégia bem calibrada diante de um ambiente ainda sensível a riscos externos”, completou Pedro Ros, CEO da Referência Capital.
Segundo André Matos, CEO da MA7 Negócios, o aumento das tensões globais tende a provocar um fenômeno chamado “flight to quality”. Trata-se de um movimento de investidores que buscam ativos considerados mais seguros em momentos de risco.
Ou seja, há fuga de capital dos países emergentes. Consequentemente, as bolsas de valores desses países são pressionadas – incluindo o Brasil e o Ibovespa. Na prática, esse cenário elevaria a volatilidade do mercado brasileiro.
Além disso, nesse ambiente, empresas e investidores devem priorizar cautela, liquidez e boas práticas de governança, reforça Matos. Não à toa, segundo o executivo, o mercado de juros futuros (DI) já reagiu e elevou as taxas para contratos com vencimentos em 2027 e 2029, “o que reflete o receio de que a inflação global e a volatilidade do câmbio forcem uma cautela maior da autoridade monetária”, completou.
Já no ecossistema de inovação, a tendência é de maior seletividade por parte dos investidores diante de um ambiente macroeconômico mais volátil. “Para o ecossistema de startups, isso significa capital mais seletivo, foco em eficiência e modelos de negócio resilientes em cenários de maior volatilidade macroeconômica”, afirmou Antonio Patrus, diretor da Bossa Invest.
Por fim, para o investidor comum, “o cenário reforça a importância de diversificação e exposição equilibrada entre renda fixa, renda variável e ativos atrelados ao dólar”, finalizou Fábio Murad, economista e CEO da Super-ETF Educação.
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