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Febraban: bancos preveem “pouso suave” do crédito em 2026 com Selic fixa até março; entenda
Publicado 01/01/2026 • 14:44 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 01/01/2026 • 14:44 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
José Cruz/Agência Brasil
Notas de 100 reais
O mercado bancário brasileiro projeta um cenário de desaceleração controlada para o setor financeiro no próximo ano.
Segundo a nova Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban, a maioria das instituições financeiras espera que a carteira de crédito total encerre 2025 com alta de 9,2%, desacelerando para 8,2% em 2026.
O movimento é classificado como uma “moderação gradual”, visto que o mercado de crédito demonstrou resiliência em 2025, mesmo diante do elevado patamar da taxa de juros.
Para o diretor de Economia da Febraban, Rubens Sardenberg, esse vigor foi sustentado por programas governamentais voltados para micro e pequenas empresas (MPMEs) e pelas linhas de consumo das famílias.
Um dos pontos centrais da pesquisa revela que o alívio no custo do dinheiro deve demorar mais do que o esperado por alguns setores produtivos. Para 70% dos bancos ouvidos, o ciclo de queda da Taxa Selic terá início apenas na reunião do Copom de março.
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Até lá, a expectativa é que a taxa básica de juros seja mantida em 15% ao ano no encontro de janeiro. A partir de março, os analistas projetam reduções consecutivas de 0,50 ponto percentual. Essa cautela do Banco Central é reflexo de uma inflação que deve seguir acima da meta em 2026, pressionada por estímulos fiscais e pela força do crédito direcionado.
A composição do crédito para 2025 e 2026 apresenta dinâmicas distintas entre os recursos Livres e Direcionados:
Apesar do cenário de juros altos, o sentimento sobre a atividade econômica melhorou. O percentual de analistas que projetam um crescimento do PIB de 1,8% em 2026 subiu de 36,4% para 55%.
No campo fiscal, a confiança no cumprimento da meta permanece, mas com ressalvas: 80% dos bancos acreditam que o governo precisará adotar medidas adicionais, como bloqueios de despesas ou contingenciamentos, para garantir o equilíbrio das contas públicas no próximo ano.
No cenário externo, a aposta é que o Federal Reserve (Fed) realize apenas dois cortes de juros nos EUA em 2026, mantendo uma postura conservadora devido à inflação persistente.
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