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Comércio internacional: “Brasil aproveita mal seu relacionamento com a Índia”, afirma especialista
Publicado 17/02/2026 • 17:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 17/02/2026 • 17:15 | Atualizado há 3 meses
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Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante encontro em 22 de janeiro de 2026
Mesmo com o recente avanço do eixo União Europeia-Índia sobre as cadeias econômicas globais, o Brasil também tem espaço para parcerias comerciais junto ao país asiático – mas tem aproveitado mal o relacionamento que mantém com os indianos. A avaliação é do professor de Relações Internacionais e reitor da FMU, Manuel Furriela.
Em entrevista ao Fast Money, programa da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (17), Furriela lembrou que uma das características que abrem a oportunidade de o Brasil fechar acordos comerciais com a Índia é o fato de ambos os países não serem concorrentes nas pautas de produção e exportação. “Eles são complementares. Às vezes, há uma dificuldade de conquistar mercados concorrentes, mas não quando são complementares”, avalia. Por outro lado, ele aponta: “Há bastante espaço – mas o Brasil tem aproveitado mal esse relacionamento com a Índia”.
O professor destaca que um dos setores brasileiros que pode complementar a cadeia da Índia é o agronegócio. “A Índia é uma grande consumidora, inclusive por ser o país mais populoso do planeta, de produtos agrícolas. Ela também tem uma produção substancial, mas há um potencial de aumento (de demanda) nesse tipo de produto.”
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Outro mercado que pode interessar muito à Índia, de acordo com Furriela, é o mineral. “A Índia tem um parque industrial considerável que pode se aproveitar desses tipos de produtos a serem importados do Brasil”, destaca.
Para o reitor da FMU, o Brasil e Índia se beneficiariam mais num acordo bilateral que dentro do Brics – que, segundo ele, pouco favoreceu negócios em relação à Índia. “Acredito que um acordo bilateral (Brasil-Índia) seja mais favorável, por conta inclusive de a Rússia fazer parte dos Brics e estar sob sanções internacionais”, explica. “A Índia foi pouco observada também por outros estados, inclusive o Brasil, que acabou priorizando o mercado chinês”, observa Furriela.
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Outros horizontes comerciais, como o acordo Mercosul-União Europeia, reforçam a real intenção de o Brasil diversificar seus relacionamentos estratégicos. “E a partir do momento que a gente teve que diversificar por conta da redução das importações americanas, o mercado indiano foi percebido. Então agora é um bom momento para isso: são ambos países estáveis, com ótimo relacionamento”, diz o professor. “E mesmo a Índia tendo problemas com os Estados Unidos por conta de seu relacionamento com a China e com a Rússia, o Brasil consegue ao largo disso se aproveitar, porque a Índia agora também tem que diversificar. É uma oportunidade única”, classifica.
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