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CNBCPreço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril

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Ibovespa cai com tensão global, mas ritmo é menor do que em NY devido à alta do petróleo

Publicado 09/03/2026 • 11:33 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Ibovespa chegou a cair 0,59% nesta segunda-feira (9), mas reduziu as perdas e passou a oscilar perto da estabilidade, enquanto futuros de Nova York recuam cerca de 1% em meio à tensão geopolítica global.
  • Petróleo disparou até 30%, aproximando-se de US$ 120, impulsionando ações do setor petroleiro, especialmente Petrobras, e ajudando a limitar a queda do principal índice da B3.
  • Mercado monitora guerra no Oriente Médio, dados de inflação no Brasil e nos EUA e decisões de juros de Copom e Fed, em uma semana vista como extremamente volátil pelos investidores.

O Ibovespa abriu a segunda-feira (9) próximo da estabilidade, chegou a cair 0,59%, mas reduziu o ritmo de queda e passou a oscilar perto do zero a zero. O movimento contrasta com os futuros de Nova York, onde as perdas giram em torno de 1%, em meio ao avanço de cerca de 10% no preço do petróleo. A alta da commodity impulsiona ações do setor petroleiro, limitando o recuo do Índice Bovespa. Nesta manhã, as quatro maiores altas do índice são de empresas ligadas ao petróleo, lideradas pela Petrobras, que avançava cerca de 3%.

As tensões geopolíticas contínuas alimentam a aversão global ao risco, diante do temor de que a alta do petróleo pressione a inflação mundial e reduza o espaço para cortes de juros nas principais economias.

Além do conflito no Oriente Médio, a agenda econômica da semana também concentra atenções, especialmente por causa de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que podem influenciar as expectativas sobre política monetária. A temporada de balanços também segue no radar, com resultados de Cosan e Direcional nesta segunda-feira, além da CSN na quarta-feira, entre outras empresas.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) pode promover um corte menor na taxa Selic, reduzindo 0,25 ponto percentual, abaixo do 0,50 ponto esperado anteriormente, na decisão prevista para quarta-feira. Nos Estados Unidos, o foco está em quando o Federal Reserve (Fed) retomará o ciclo de cortes de juros. O banco central americano também divulgará sua decisão de juros no mesmo dia do Copom.

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Segundo Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, a semana tende a ser extremamente volátil, diante da percepção de que o conflito no Oriente Médio pode se estender por várias semanas, pressionando a oferta global de petróleo. “Os investidores devem procurar proteção, principalmente devido a uma agenda com dados importantes”, afirma. Ele cita o IPCA no Brasil e o CPI nos Estados Unidos, que podem definir o ritmo das políticas monetárias. Já Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos, afirma: “No Brasil, já não se fala mais em queda de 0,50 ponto, e sim de 0,25 ponto percentual. O mercado está realmente tenso”.

Com o fim do horário de verão nos Estados Unidos, a B3 volta a operar em seu horário tradicional, com o mercado à vista de ações encerrando às 17 horas.

Durante a madrugada, o preço do petróleo chegou a subir 30%, aproximando-se de US$ 120 (R$ 631,20), diante da falta de sinais de solução para o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. A escalada das tensões eleva as preocupações sobre possíveis cortes na oferta global, já que o Estreito de Ormuz – principal rota marítima do petróleo – permanece fechado.

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No domingo, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei como sucessor de Ali Khamenei no cargo de líder supremo, sinalizando que os linha-dura mantêm controle firme em Teerã. Antes do anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o novo líder “não durará muito” sem sua aprovação prévia.

Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, a escalada da crise ameaça diretamente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo, aumentando o risco de contração na oferta global. “Os investidores são aconselhados a manter cautela durante este período de incerteza”, afirma.

Também entrou no radar do mercado uma pesquisa Datafolha, que mostra avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida eleitoral. Em uma simulação de segundo turno, Flávio aparece com 43% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera com 46%. Os dois também empatam no índice de rejeição.

Em meio a sinais de aceleração do crescimento da China, o minério de ferro subiu 2,28%, mas as ações da Vale caíam 1,72% às 10h38, pressionando também outros papéis do setor de metais na B3. Já os papéis da Petrobras subiam entre 2,92% (PN) e 3,43% (ON). Entre os grandes bancos, apenas Bradesco e Banco do Brasil recuavam cerca de 0,80%, enquanto os demais operavam próximos da estabilidade.

O Índice Bovespa recuava 0,28%, aos 178.930,93 pontos, após tocar mínima de 178.314,32 pontos e abrir na máxima de 179.367,33 pontos. Na sexta-feira, o índice já havia fechado em queda de 0,61%, aos 179.364,82 pontos, acumulando perdas de 4,99% na semana, a pior marca em cerca de quatro anos.

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