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Economia Brasileira

Mercado vê Copom cauteloso diante de incertezas geopolíticas e risco fiscal

Publicado 29/04/2026 • 21:28 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Analistas destacam foco na “calibração” da política monetária, com Copom sinalizando ajustes graduais e dependentes do cenário, especialmente global
  • Mercado avalia que havia espaço para um corte maior e afirma que a inflação atual é de oferta, com juros altos penalizando empresas e famílias
  • Riscos externos, como conflitos no Oriente Médio, e fatores internos, como incerteza fiscal, limitam cortes mais agressivos, mas ainda mantêm oportunidades em investimentos
Fachada do Banco Central do Brasil

Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual foi recebida sem surpresa pelos agentes financeiros, que já precificavam o movimento. Ainda assim, o corte moderado reforçou a leitura de cautela por parte do Banco Central diante de um cenário marcado por incertezas externas e desafios domésticos.

Para Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS, o espaço para um afrouxamento mais intenso já existia. “Esse corte já era esperado pelo mercado, porém […] o Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário, tendo em vista a conjuntura macroeconômica”, afirmou. Segundo ele, a inflação recente tem origem majoritariamente externa, o que reduz a eficácia de juros elevados como instrumento de controle. “Não é uma inflação de demanda, mas sim de oferta”, disse.

Queiroz também destacou os efeitos negativos do nível atual da taxa real de juros sobre a atividade. “Vemos muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, afirmou. Na avaliação dele, o atual patamar estimula o capital financeiro em detrimento do setor produtivo, o que limita investimentos em bolsa e o crescimento da economia.

A leitura de que o Copom agiu com prudência é compartilhada por outros analistas. Bruno Cotrim, economista da corretora Elliot, destacou que o comunicado reforça o compromisso com a convergência da inflação dentro do horizonte esperado. “A decisão é compatível com a estratégia de convergência”, disse, citando projeções de 4,6% para 2026 e 3,5% para 2027, dentro da banda da meta.

Cotrim também chamou atenção para a ênfase do Banco Central na “calibração” da política monetária. Segundo ele, o termo reflete a necessidade de ajustes graduais diante de um ambiente ainda incerto. “O Copom reafirma serenidade e cautela”, afirmou, mencionando riscos associados ao cenário internacional, como os efeitos inflacionários sobre commodities e cadeias de suprimento.

Na mesma linha, a especialista em investimentos Milene Dellatore, sócia-diretora da Mide Mesa Proprietária, avaliou que o corte reduzido reflete um equilíbrio delicado. “O Copom mandou o recado que cabia, cortou o suficiente para não parecer inerte, mas devagar o suficiente para não parecer irresponsável”, afirmou. 

Dellatore também apontou fatores internos que limitam uma queda mais acelerada dos juros. “O governo não dá sinais concretos de corte de gastos, o que mantém as expectativas de inflação desancoradas”, disse. Para ela, a tendência, no curto prazo, é de continuidade desse ritmo gradual de cortes, a menos que haja mudanças relevantes no cenário externo ou surpresas positivas na inflação.

Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa, reforçou que a decisão já estava incorporada aos preços dos ativos e decorre do longo período de política monetária restritiva. “As incertezas relacionadas aos conflitos geopolíticos no Oriente Médio permaneceram como principal foco de atenção”, afirmou. Segundo ele, os impactos sobre inflação e cadeias globais já aparecem nas expectativas de mercado e nas curvas de juros.

Apesar das incertezas, Pastorello avalia que o ambiente segue oferecendo oportunidades. “A relação risco-retorno dos títulos do Tesouro Direto prefixados e indexados ao IPCA permanece atrativa”, afirmou, acrescentando que fundos multimercados continuam como alternativa relevante de diversificação.

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