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Coca-Cola supera estimativas e eleva projeção de lucro com alta da demanda global por bebidas
Publicado 28/04/2026 • 09:55 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 28/04/2026 • 09:55 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Sina Schuldt/dpa via Reuters Connect
Embalagem da Coca-Cola
A Coca-Cola divulgou nesta terça-feira (28) resultados trimestrais que superaram as expectativas dos analistas, impulsionados pela maior demanda por suas bebidas.
Para o ano completo, a companhia agora projeta crescimento do lucro por ação ajustado entre 8% e 9%, acima da previsão anterior de 7% a 8%. A empresa manteve sua estimativa de crescimento da receita orgânica entre 4% e 5%.
As ações da companhia subiam mais de 2% no pré-mercado.
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Veja como a empresa se saiu em relação às expectativas de Wall Street, com base em levantamento da LSEG:
A Coca-Cola reportou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 3,92 bilhões, ou US$ 0,91 por ação, acima dos US$ 3,33 bilhões, ou US$ 0,77 por ação, registrados um ano antes.
Excluindo baixas contábeis (impairment) e outros itens, a gigante de bebidas lucrou US$ 0,86 por ação.
As vendas líquidas ajustadas cresceram 12%, para US$ 12,47 bilhões. Já a receita orgânica — que exclui aquisições, desinvestimentos e efeitos cambiais — avançou 10% no trimestre.
O volume global de vendas (unit case volume) aumentou 3%, métrica que desconsidera preços para refletir melhor a demanda.
Nos últimos trimestres, executivos da companhia vinham apontando uma demanda mais fraca entre consumidores mais sensíveis a preço. No entanto, marcas premium como Fairlife e Smartwater seguem com desempenho forte em um cenário de economia “em K”, impulsionadas por consumidores de maior renda, menos afetados pela pressão inflacionária.
Todos os segmentos operacionais da empresa registraram crescimento de volume no trimestre, incluindo o mercado doméstico. Na América do Norte, o volume avançou 4%.
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Dentro do portfólio, a divisão de água, esportivos, café e chá apresentou o maior crescimento global, com volume em alta de 5%, impulsionado principalmente por chá e água engarrafada.
Já a divisão de refrigerantes teve crescimento de volume de 2%, com destaque para o avanço de 13% da Coca-Cola Zero Sugar.
O único ponto fraco do portfólio no trimestre foi o segmento de sucos, lácteos e bebidas vegetais, que registrou queda de 1% no volume. O crescimento de marcas como Fairlife e Santa Clara (marca mexicana de laticínios) não foi suficiente para compensar a venda das operações de produtos prontos na Nigéria no ano passado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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