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Quebec vê minerais críticos, aviação e livre comércio como pilares para ampliar parceria com o Brasil, diz ministro
Publicado 12/06/2026 • 11:16 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/06/2026 • 11:16 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A ampliação das relações econômicas entre o Brasil e a província canadense de Quebec passa por setores estratégicos como mineração, minerais críticos, aviação, tecnologia e comércio internacional, afirma Christopher Skeete, ministro das Relações Internacionais e da Francofonia de Quebec.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta sexta-feira (12), ele destacou que a região busca aprofundar a cooperação com parceiros considerados confiáveis em um cenário global cada vez mais competitivo.
Para Skeete, a defesa do livre comércio é um dos principais diferenciais de Quebec na cena internacional. Segundo ele, a província atua de forma complementar ao governo federal canadense nas negociações envolvendo o Mercosul. “O Quebec reconhece que dependemos do comércio livre para garantir a prosperidade”, afirmou, ressaltando que a província utiliza sua rede internacional de delegações para promover seus interesses econômicos.
A corrida global por minerais críticos aparece entre as prioridades da agenda econômica de Quebec com o Brasil. Skeete destacou que o país possui experiência relevante em mineração e pode contribuir para o desenvolvimento do potencial mineral da província canadense. “Há uma oportunidade para benefício mútuo e investimento mútuo. Precisamos trabalhar mais próximos na mineração”, disse.
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O ministro avaliou que o aumento dos investimentos globais em defesa e a crescente demanda por minerais estratégicos reforçam a importância dessa cooperação. Segundo ele, Quebec ainda possui grande potencial mineral a ser desenvolvido e vê no Brasil uma referência importante para acelerar esse processo.
Outro setor apontado como natural para ampliar a integração bilateral é a indústria aeronáutica. Skeete destacou que Brasil e Quebec estão entre os poucos polos globais capazes de produzir aeronaves completas e afirmou que a competição histórica entre Embraer e Bombardier contribuiu para fortalecer ambas as empresas.
“A competição entre a Embraer e a Bombardier nos fez melhores”, afirmou. O ministro acrescentou que gostaria de ver uma presença maior da fabricante brasileira em Quebec e não descartou futuras parcerias ou joint ventures entre empresas dos dois mercados.
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Na área de tecnologia, o ministro destacou a presença de grandes companhias sediadas em Quebec e afirmou que existem oportunidades para ampliar a cooperação empresarial. Ele citou empresas do setor tecnológico e mecanismos de investimento da província como instrumentos para impulsionar novos negócios entre os dois lados.
Skeete demonstrou otimismo em relação às negociações para um acordo de livre comércio entre Canadá e Mercosul. Para ele, o atual volume de negócios entre Quebec e Brasil mostra apenas uma fração do potencial existente.
“Se esses números já são alcançados sem um acordo de livre comércio, imagine o que acontece quando o Mercosul se tornar realidade”, afirmou. Segundo o ministro, há interesse dos dois lados em fortalecer relações econômicas em um contexto em que governos e empresas buscam parceiros mais confiáveis.
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O ministro também fez uma defesa enfática do livre comércio como ferramenta de crescimento econômico. “O livre comércio faz você melhor, mais rápido, mais eficiente, mais efetivo e, portanto, mais rico”, declarou, ao criticar políticas protecionistas que, segundo ele, tendem a reduzir a competitividade e aumentar a inflação.
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Seguir no GoogleAlém da agenda econômica, Skeete destacou a cooperação entre Brasil e Quebec em iniciativas voltadas à preservação cultural e linguística. Ele agradeceu o apoio brasileiro a propostas apresentadas na UNESCO para ampliar o reconhecimento e a proteção de idiomas minoritários em meio ao avanço das novas tecnologias.
Ao projetar a relação para os próximos dez anos, o ministro afirmou esperar uma integração crescente entre governos, empresas e instituições dos dois territórios. “Não imagino um cenário em que não tenhamos essas discussões no mais alto nível”, disse, ao mencionar temas como mineração, investimentos e desenvolvimento tecnológico.
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Em sua primeira visita ao Brasil, Skeete também classificou o país como um ambiente promissor para investimentos. “O Brasil é um ótimo lugar para investir e os quebequenses têm muito a ganhar por estarem aqui”, afirmou.
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