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Canadá quer estender acordo USMCA e discute tarifas com Estados Unidos e México

Publicado 02/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O governo canadense pediu oficialmente a renovação do acordo USMCA por mais 16 anos, buscando garantir estabilidade nas relações comerciais da América do Norte.
  • Ottawa também pressiona Washington por redução de tarifas sobre aço, alumínio e automóveis, consideradas “pesadas” pelo Canadá. Em paralelo, os EUA criticam medidas canadenses que afetam exportações americanas, como restrições a bebidas alcoólicas.
  • Os três países precisam decidir até 1º de julho se renovam o acordo por mais 16 anos. Sem consenso, o USMCA entraria em revisões anuais até 2036. A incerteza já afeta investimentos e o desempenho da economia canadense, que registrou contração recente.
Bandeira do Canadá.

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Bandeira do Canadá

O Canadá solicitou formalmente aos EUA e ao México que o atual tratado comercial (USMCA, na sigla em inglês) seja renovado por mais 16 anos, ao mesmo tempo em que busca negociações para obter alívio das pesadas tarifas do governo norte-americano sobre aço, automóveis e alumínio.

O pedido formal foi feito em uma carta, datada de 1º de junho, enviada ao Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e ao ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, pelo ministro canadense responsável pelo comércio com os EUA, Dominic LeBlanc. LeBlanc e a principal negociadora comercial do Canadá, Janice Charette, devem participar hoje de uma reunião presencial com Greer.

O representante americano e outros altos funcionários do governo Trump criticaram a abordagem do Canadá nas negociações comerciais, destacando a postura rígida de Ottawa e medidas que prejudicam empresas americanas – como a proibição da venda de vinhos e destilados dos EUA na maioria das lojas de bebidas administradas pelas províncias.

Na semana passada, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, tentou redefinir as relações comerciais durante uma visita a Nova York, onde defendeu que EUA e Canadá construam uma parceria mais resiliente, focada no comércio em setores-chave como energia, minerais críticos, automóveis e alumínio.

O Canadá está empenhado em manter intacto o pacto comercial porque o tratado permite que a maior parte das exportações canadenses destinadas aos EUA fique isenta de tarifas americanas. Autoridades canadenses afirmaram que há pouca disposição em Ottawa para uma grande reformulação do acordo.

Além disso, LeBlanc disse que os EUA precisam conceder alívio das pesadas tarifas setoriais direcionadas a automóveis, aço e alumínio, e que autoridades canadenses não vão ceder a uma lista interminável de exigências dos EUA apenas para que as conversas sobre a renovação do USMCA continuem.

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EUA e México iniciaram negociações formais de renovação no mês passado, enquanto as tratativas com o Canadá ainda não começaram de forma efetiva.

Os três governos precisam decidir até 1º de julho se estendem o pacto comercial por mais 16 anos. Se não houver compromisso de renovação, o USMCA ficará sujeito a uma série de revisões anuais até 2036 – quando o tratado expiraria, a menos que haja um acordo tripartite.

Na carta, LeBlanc disse que EUA e México podem querer propor melhorias ao acordo, e que o Canadá está disposto a considerar medidas que beneficiem os três países. “Em paralelo, discussões com os EUA para tratar das tarifas setoriais serão essenciais.”

LeBlanc acrescentou que empresas, agricultores e famílias na América do Norte buscam garantias de que o acordo permanecerá em grande parte intacto. No Canadá, a incerteza política decorrente da política comercial do governo Trump lançou uma sombra sobre o ambiente de investimentos empresariais, com empresas cancelando ou adiando gastos e planos de contratação. A economia canadense encolheu em três dos últimos quatro trimestres. Fonte: Dow Jones Newswires.

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*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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