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‘Quem tem tarifa de 40% está fora do jogo’, avalia presidente da associação de agronegócio sobre tarifas de Trump ao Brasil
Publicado 17/11/2025 • 17:08 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 17/11/2025 • 17:08 | Atualizado há 6 meses
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Nem mesmo o desconto de 10% que o presidente dos EUA Donald Trump concedeu para a exportação de alguns produtos brasileiros, anima o setor de agronegócio. Para Caio Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), é necessário olhar o conjunto da obra — ou seja, que os produtos brasileiros ainda têm 40% de taxação.
“Portanto, literalmente, nós perdemos competitividade frente aos outros. O espaço é preenchido, a gente começa a ver competidores colocando produtos como tipos de café, entrando num espaço que normalmente é do Brasil. Enfim, nós estamos numa posição muito difícil”, disse Carvalho, durante entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC nessa segunda-feira (17/11). “Quem tem tarifa de 40% está fora do jogo”, completou.
Para ele, as autoridades brasileiras não fazem o suficiente para tentar reverter as tarifas, prendendo-se mais à questão política. “O Brasil não se posicionou em nenhum momento, nunca soltou nenhum sinal sequer. A não ser quando foi muito pressionado pelas tarifas desse tamanho e, de algum modo, sempre com muito receio de conversar com o presidente dos Estados Unidos. É uma questão absolutamente política, não é uma questão técnica. O Brasil assume posições políticas e tem que revê-las.”
Caio Carvalho explicou que a iniciativa privada precisa continuar pressionando para a redução das tarifas. “É essencial continuar, e nós estamos continuando em todos os níveis. A gente nota que produtores ou empresas norte-americanas que usam os produtos brasileiros, estão sentindo muita falta desses produtos, e isso nos ajuda”, contou.
“O Brasil tem que ter a maturidade para trabalhar politicamente essa questão, para estar aberto, para ouvir as críticas, para não continuar criticando. Tem que ouvir e tentar interpretá-las com uma ótica de negociação. Afinal de contas, o Brasil sempre foi bem qualificado por ter bons negociadores”, pontuou.
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