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Hapvida perdeu 91 mil beneficiários somente em 2026 enquanto setor de saúde volta a crescer

Publicado 15/07/2026 • 10:32 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Hapvida perdeu 91 mil beneficiários entre janeiro e maio, enquanto setor cresceu 1,5%.
  • Participação de mercado da Hapvida caiu mesmo mantendo a liderança do setor.
  • Citi projeta prejuízo de R$ 250 milhões e mais 38 mil beneficiários perdidos no segundo trimestre.
Prédio da Hapvida

Prédio da Hapvida

Com a fusão, a Hapvida ampliou consideravelmente sua rede de atendimento. Créditos: Notredame Intermédica.

A operadora de planos de saúde Hapvida perdeu 91 mil beneficiários entre janeiro e maio deste ano, movimento que chama atenção por ocorrer justamente quando o setor de saúde suplementar volta a crescer.

Enquanto a maior operadora do país reduziu sua base de clientes, concorrentes como Amil, Bradesco Saúde e Porto Saúde ampliaram suas carteiras.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor adicionou 136 mil beneficiários líquidos somente em maio, alcançando 53,1 milhões de usuários, alta de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No mesmo período, a Hapvida perdeu mais 9 mil clientes, reduziu sua base para 8,5 milhões de vidas e viu sua participação de mercado cair para 16,1%.

Operadora Saldo em maio
Amil +42 mil
Bradesco Saúde +33 mil
Sistema Unimed +20 mil
Porto Saúde +15 mil
SulAmérica +4 mil
Hapvida -9 mil

Concorrentes ganham espaço enquanto Hapvida recua

Assim, o desempenho da Hapvida destoou das demais grandes operadoras do país. Conforme os dados repassados pela reportagem, a Amil liderou o crescimento em maio, com 42 mil novos beneficiários, somando 270 mil vidas nos últimos 12 meses.

Já a Bradesco Saúde adicionou 33 mil clientes no mês e passou a crescer 10,2% na comparação anual. A Porto Saúde teve a expansão mais forte entre as principais empresas do setor, com alta de 20,8% na base de beneficiários.

A maior parte das perdas da Hapvida ficou concentrada na Notre Dame Intermédica, responsável pelas operações no Sul e no Sudeste do país, que perdeu 8,6 mil beneficiários somente em maio. No Nordeste, a base da companhia permaneceu praticamente estável.

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Fatia encolhe

As dez maiores operadoras concentram 48,3% do mercado de saúde suplementar, e o restante fica distribuído entre centenas de empresas menores.

Ainda conforme os dados citados pela reportagem, a Bradesco Saúde aparece em segundo lugar no ranking, com 7,8% de participação, seguida pela Amil, com 6,7%. SulAmérica, Unimed Nacional e Unimed BH completam as posições seguintes, todas com fatias abaixo de 6%.

🔍 MLR é a sigla para Medical Loss Ratio, indicador que mede o percentual da receita de uma operadora de saúde consumido por despesas assistenciais, como consultas, exames e internações.

Bancos mantêm cautela para o próximo balanço

Segundo relatório do Citi datado desta terça-feira (14), a expectativa para o segundo trimestre da Hapvida segue moderada. O banco projeta perda de 38 mil beneficiários no período, além de piora de margem médica.

O Citi também estima Ebitda normalizado de R$ 614 milhões, prejuízo de R$ 250 milhões e R$ 350 milhões em despesas judiciais e multas aplicadas pela ANS.

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