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Tarifas dos EUA derrubam exportações brasileiras; China amplia compras em quase 40%
Publicado 05/03/2026 • 17:22 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 05/03/2026 • 17:22 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Vosmar Rosa / MPOR
As tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos em 2025 continuam pressionando o comércio exterior brasileiro e provocaram mais uma queda nas exportações para o mercado norte-americano em fevereiro de 2026. No mesmo período, porém, o fluxo de vendas para a China avançou com força, reforçando a mudança recente na dinâmica dos principais destinos dos produtos brasileiros.
Segundo dados oficiais, as exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 20,3% em fevereiro, somando US$ 2,523 bilhões (R$ 13,34 bilhões), contra US$ 3,167 bilhões (R$ 16,75 bilhões) no mesmo mês de 2025. Já as importações de produtos norte-americanos diminuíram 16,5%, totalizando US$ 2,788 bilhões (R$ 14,75 bilhões), ante US$ 3,337 bilhões (R$ 17,65 bilhões) um ano antes. O resultado foi um déficit comercial de US$ 265 milhões (R$ 1,40 bilhão) para o Brasil na relação bilateral.
O desempenho marca a sétima queda consecutiva das exportações brasileiras aos EUA, movimento observado desde a sobretaxa de 50% aplicada pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros em meados de 2025.
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Apesar de algumas exceções concedidas no fim do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) calcula que 22% das exportações brasileiras ainda permanecem sujeitas às tarifas impostas em julho. Nesse grupo estão produtos que pagam alíquota adicional de 40%, além de itens submetidos à combinação da tarifa de 40% com a taxa-base de 10%.
Enquanto o comércio com os Estados Unidos perde fôlego, as exportações brasileiras para a China registraram forte crescimento. Em fevereiro de 2026, as vendas ao país asiático avançaram 38,7%, alcançando US$ 7,220 bilhões (R$ 38,19 bilhões), frente a US$ 5,206 bilhões (R$ 27,54 bilhões) em fevereiro de 2025.
Pelo lado das compras, houve queda de 31,3% nas importações brasileiras vindas da China, que somaram US$ 5,494 bilhões (R$ 29,06 bilhões), ante US$ 7,978 bilhões (R$ 42,19 bilhões) no mesmo mês do ano anterior. Com isso, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 1,73 bilhão (R$ 9,15 bilhões) com o país asiático.
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O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, explicou que um item específico influenciou os números das importações: a compra de uma plataforma de petróleo, equipamento avaliado em US$ 2,5 bilhões (R$ 13,23 bilhões).
“Embora a China tenha caído em valor nas importações, a Ásia não, por conta do fenômeno da importação da plataforma da Coreia do Sul”, afirmou Brandão.
O comércio com a União Europeia também apresentou crescimento nas vendas brasileiras. As exportações ao bloco subiram 34,7% em fevereiro, totalizando US$ 4,232 bilhões (R$ 22,38 bilhões), frente a US$ 3,141 bilhões (R$ 16,62 bilhões) no mesmo período de 2025.
As importações provenientes da União Europeia caíram 10,8%, passando de US$ 3,700 bilhões (R$ 19,57 bilhões) para US$ 3,301 bilhões (R$ 17,46 bilhões). O resultado foi um superávit de US$ 931 milhões (R$ 4,93 bilhões) para o Brasil.
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No caso da Argentina, as exportações brasileiras recuaram 26,5%, atingindo US$ 1,057 bilhão (R$ 5,59 bilhões). As importações também caíram 19,2%, totalizando US$ 850 milhões (R$ 4,50 bilhões). Ainda assim, a balança comercial com o país vizinho registrou superávit de US$ 207 milhões (R$ 1,10 bilhão).
China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina continuam entre os principais parceiros comerciais do Brasil, concentrando parcela relevante do fluxo de exportações e importações brasileiras.
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