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Livro Bege aponta inflação moderada nos EUA e manutenção de pressões ligadas a tarifas
Publicado 04/03/2026 • 18:19 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 04/03/2026 • 18:19 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A economia dos Estados Unidos registrou alta moderada de preços na maior parte dos distritos, segundo o mais recente Livro Bege divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Federal Reserve (Fed). O relatório indica que, embora a inflação siga presente, há expectativa de desaceleração no ritmo de aumentos no curto prazo, enquanto persistem pressões associadas a tarifas e custos operacionais.
De acordo com o documento, apenas quatro dos doze distritos relataram avanço pequeno ou ligeiro nos preços, enquanto os demais observaram elevação moderada. A coleta de dados foi concluída em 23 de fevereiro, o que significa que o levantamento não contempla os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia.
O relatório destaca que as pressões de custos decorrentes de tarifas continuam sendo um tema recorrente entre as empresas. “Muitos distritos relataram que os custos aumentaram em vários insumos não relacionados à mão de obra, incluindo seguros, serviços públicos e energia, além de metais e outras matérias-primas”, aponta o Livro Bege.
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Segundo o Fed, parte das companhias manteve a estratégia de absorver aumentos anteriores, mas o cenário vem mudando. “Algumas empresas continuaram a repassar os aumentos de custo relacionados às tarifas para seus clientes, enquanto outras começaram a fazê-lo após terem absorvido aumentos anteriores”, registra o documento.
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Siga o Times | CNBCApesar disso, muitas empresas projetam que os preços deverão subir em ritmo mais lento no curto prazo, sinalizando possível acomodação das pressões inflacionárias, ainda que em patamar elevado.
No mercado de trabalho, o panorama foi descrito como estável. O Livro Bege aponta que sete dos doze distritos não registraram mudanças relevantes nas contratações no período analisado.
“Os contatos em vários distritos citaram o aumento dos custos, a demanda mais fraca ou a incerteza em relação às condições econômicas gerais como razões para os níveis de emprego estáveis ou em queda”, informa o relatório, sugerindo cautela das empresas diante do ambiente econômico.
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