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Economia espacial deve superar US$ 1 trilhão em dez anos, diz CEO do MundoGEO
Publicado 05/04/2026 • 15:40 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 05/04/2026 • 15:40 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
A economia espacial global deve movimentar cerca de US$ 385 bilhões atualmente e pode alcançar US$ 1,8 trilhão até 2035, segundo Emerson Granemann, CEO do MundoGEO, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC. O setor abrange desde satélites e telecomunicações até turismo espacial, mineração de asteroides e fabricação de produtos em órbita.
Na conversa, ele afirmou que o avanço tecnológico gerado fora da Terra tende a retornar em benefícios diretos para a vida no planeta. “Talvez a gente tenha que quebrar um pouco o paradigma de que o recurso investido no espaço não tem grande finalidade. Pelo contrário, podemos desenvolver muita tecnologia nessa nova exploração que volte para a Terra”, afirmou.
Granemann citou como exemplo o programa Artemis, que prevê a colaboração do Brasil em pesquisas de produção de alimentos em condições extremas. A iniciativa envolve uma parceria entre a Embrapa e a Agência Espacial Brasileira para o chamado “space farming”.
“Tanto vai servir para a colonização da Lua, quanto as pesquisas poderão retornar à Terra e contribuir para a evolução genética da produção agrícola, especialmente em condições climáticas adversas”, explicou.
O especialista também destacou que tecnologias espaciais já transformaram o cotidiano ao longo das décadas. Ele lembra que, desde o programa Programa Apollo, avanços em telecomunicações e navegação — como o GPS — surgiram a partir desse tipo de investimento.
Hoje, mais de 10 mil satélites orbitam a Terra, viabilizando aplicações como previsão do tempo, monitoramento ambiental e sistemas de navegação. Para Granemann , a expansão da exploração espacial pode ampliar ainda mais essas capacidades. “Essas tecnologias vão nos trazer mais riquezas. Quem sabe o que vamos descobrir nos asteroides? Esse movimento já está atraindo investimentos privados e deve gerar soluções aproveitáveis na Terra”, disse.
Apesar do potencial, o Brasil ainda ocupa uma posição modesta no cenário global. Segundo o executivo, o país está atrás de nações como Argentina e África do Sul em termos de investimento público no setor.
“O investimento no Brasil é muito tímido e irregular. Isso impede que empresas nacionais, mesmo com boa base tecnológica, consigam crescer e competir internacionalmente”, afirmou.
Granemann compara o cenário com casos de sucesso como a SpaceX, que teve forte apoio inicial do governo dos Estados Unidos, e a Embraer, que também contou com investimento público em sua origem.
Para ele, o caminho para o Brasil avançar passa por uma política consistente de financiamento. “O que falta é investimento público recorrente, para que as empresas possam desenvolver soluções, gerar benefícios ao país e participar desse mercado global”, concluiu.
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