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IBP critica manutenção de imposto sobre petróleo e vê risco para investimentos no setor
Publicado 09/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 09/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A decisão do governo de manter o Imposto de Exportação sobre o petróleo com alíquota de 12% tende a aumentar a insegurança jurídica e afetar investimentos no setor de óleo e gás, segundo avaliação do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP). A entidade afirma que a medida preserva os mesmos problemas da cobrança anterior, mesmo após a mudança no instrumento utilizado pelo governo.
Em nota, o IBP criticou a manutenção do tributo por meio de medidas administrativas, às vésperas da perda de eficácia da Medida Provisória (MP) nº 1.340/2026, e afirmou que a alteração do procedimento não elimina os questionamentos sobre a legalidade da cobrança.
Leia também: Petróleo cai, mas alívio nos combustíveis não é imediato, diz presidente do IBP Roberto Ardenghy
Na avaliação da entidade, a permanência do imposto poderá comprometer projetos de produção, reduzir investimentos e influenciar decisões estratégicas das empresas que atuam no segmento.
O IBP argumenta que o setor de petróleo exige planejamento de longo prazo, elevado volume de capital e um ambiente regulatório previsível para viabilizar novos empreendimentos.
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Siga o Times | CNBC“Mudar a forma não altera a essência da medida tributária: trata-se de um imposto de finalidade declaradamente arrecadatória, aplicado sobre uma atividade estratégica, intensiva em capital e dependente de regras estáveis no longo prazo”, afirmou a entidade.
Leia também: Brasil pode virar alternativa global ao petróleo do Oriente Médio, diz presidente do IBP
Além das críticas do setor produtivo, especialistas em direito tributário ouvidos pela Broadcast avaliam que a prorrogação do imposto sem uma Medida Provisória válida poderá ser alvo de contestação judicial.
Segundo esses tributaristas, manter a cobrança após a perda de eficácia da MP nº 1.340/2026 pode configurar ilegalidade, abrindo espaço para questionamentos na Justiça sobre a continuidade da tributação.
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