Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Em depoimento ao gabinete de Mendonça, Vorcaro admite mensagens sobre agressões, mas nega ter ordenado ataques
Publicado 03/09/2026 • 09:10 | Atualizado há 13 minutos
Ações da Snowflake disparam 22% graças a resultados positivos e impulso na programação de IA
Trump propõe renomear o Estreito de Ormuz para ‘Estreito Trump’
Chevron vai ampliar operações na Venezuela e mais que dobrar produção com investimento de US$ 7 bilhões
CEO da Berkshire, Abel diz que Alphabet é uma “empresa relevante” em I.A após aumento da participação no 2º trimestre
Banco do Canadá avalia impacto das tarifas de Trump antes de decidir sobre juros
Publicado 03/09/2026 • 09:10 | Atualizado há 13 minutos
KEY POINTS
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que mensagens nas quais teria determinado ameaças ou agressões contra adversários foram enviadas em momentos de irritação e que as ações não chegaram a ser executadas. A declaração foi dada em depoimento prestado na semana passada a um magistrado auxiliar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro foi questionado sobre suspeitas investigadas pela Polícia Federal (PF) de que teria comandado um grupo liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.
Segundo a investigação, a estrutura reunia inclusive policiais e teria sido usada para intimidar desafetos e obter dados sigilosos de órgãos públicos.
De acordo com o Estado de S. Paulo, o banqueiro negou ter participado de uma organização armada ou ter praticado violência contra terceiros. Segundo sua versão, a PF selecionou um número reduzido de mensagens entre milhares de conversas para sustentar a acusação de que ele teria comportamento violento.
Leia também: Vorcaro prestou depoimento a juiz do gabinete de Mendonça sem participação da PF, responsável pela investigação
Entre os diálogos obtidos pelos investigadores estão mensagens em que Vorcaro fala sobre agressões contra pessoas com quem mantinha conflitos. Em uma delas, dirigida a Sicário, o banqueiro menciona a possibilidade de atacar o jornalista Lauro Jardim durante um assalto simulado.
Outra conversa envolve uma funcionária ligada à atriz Monique Alfradique. De acordo com o material reunido pela PF, Vorcaro também fez referência a uma agressão depois de afirmar que estaria sendo ameaçado pela mulher.
Ex-funcionários de uma embarcação do banqueiro também relataram episódios de intimidação. Um ex-comandante e um ex-chef disseram à PF que foram procurados por homens que se apresentaram como intermediários de Vorcaro. Um deles afirmou ainda ter sido avisado pela marina sobre a presença de pessoas desconhecidas no local.
No depoimento, Vorcaro sustentou que as mensagens refletiam momentos de raiva e não representavam decisões efetivamente executadas. Ele afirmou que, em conversas posteriores, teria recuado das manifestações feitas anteriormente.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO banqueiro também rejeitou a descrição de que seria responsável por uma espécie de grupo armado. Disse nunca ter usado armas contra alguém nem ter atuado no meio criminoso. Para ele, a interpretação dada às mensagens não corresponde à forma como costuma agir em situações de conflito.
Vorcaro argumentou ainda que não houve, antes das investigações, denúncias das pessoas mencionadas nas conversas que demonstrassem a execução das ameaças.
Embora tenha negado ter determinado ações violentas, Vorcaro reconheceu que pediu ajuda a pessoas próximas para conseguir informações provenientes de órgãos de investigação.
Ele classificou essa iniciativa como um erro e afirmou que buscou os dados em um período no qual considerava estar sendo alvo de ataques. Ao mesmo tempo, negou que a obtenção das informações tivesse como finalidade praticar atos contra outras pessoas.
Em outro ponto do depoimento, Vorcaro também negou irregularidades financeiras relacionadas à tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Ele afirmou ainda que sua aproximação com políticos tinha como objetivo obter proteção e declarou possuir informações que poderiam envolver integrantes do governo.
Leia também: Vorcaro pediu a Moraes reforço com “Andrei e Paulo” e enviou ao ministro lista de autoridades ligadas ao caso Master
As declarações foram registradas durante depoimento à equipe do gabinete de André Mendonça. Na quarta-feira (2), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou parecer ao ministro defendendo o arquivamento do relato apresentado pelo banqueiro.
Segundo o entendimento da Procuradoria-Geral da República, não foram identificadas provas suficientes da ocorrência do crime relatado por Vorcaro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente