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Com STF dividido, voto de Cármen Lúcia pode determinar futuro de investigação contra Moraes
Publicado 03/09/2026 • 06:51 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/09/2026 • 06:51 | Atualizado há 2 meses
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Arte Times Brasil
Uma eventual análise pelo plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, relacionada ao caso Banco Master, encontra a Corte dividida.
Entre os ministros com posição conhecida, 4 seriam favoráveis à apuração e 3, contrários.
Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça integram o grupo favorável à investigação. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin se posicionariam contra. Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos e, com isso, não participar da decisão.
Segundo informações do Poder360, Cármen Lúcia pode ter papel decisivo. Caso acompanhe os ministros contrários à investigação, o julgamento terminaria empatado. Pelas regras aplicáveis à situação, um empate beneficiaria Moraes e impediria o avanço da apuração contra ele.
Leia também: Vorcaro prestou depoimento a juiz do gabinete de Mendonça sem participação da PF, responsável pela investigação
André Mendonça solicitou que o plenário examine a possibilidade de investigar Moraes. Antes da votação, o ministro deve concluir e apresentar seu relatório sobre o caso, o que é esperado para o início da próxima semana (7 ou 8 de setembro).
Depois dessa etapa, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir a inclusão do tema na pauta. A expectativa é de que a discussão seja realizada na próxima semana.
Também está em análise a realização de uma sessão aberta, com transmissão pela TV Justiça, conforme pedido de Mendonça.
O julgamento deve ocorrer poucos dias depois de uma manifestação prevista para 7 de setembro na avenida Paulista, em São Paulo. Grupos bolsonaristas projetam reunir até 100 mil pessoas no ato, embora não haja confirmação independente sobre a estimativa.
A eventual dimensão da manifestação pode ampliar a pressão política em torno do caso. A mobilização ocorre em um momento de disputa dentro do próprio Supremo sobre a necessidade de investigar a atuação de Moraes.
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Siga o Times | CNBCIntegrantes da Corte contrários à abertura da investigação avaliam argumentar que a adoção desse caminho pode ampliar questionamentos sobre relações de outros ministros ou de pessoas próximas a eles.
Entre os episódios que podem aparecer nesse debate estão referências a familiares de Nunes Marques, ao resort Tayayá e a Dias Toffoli. Também entrou no debate um encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, realizado em março de 2025.
Segundo o gabinete de Mendonça, a reunião tratou da Suspensão de Tutela Provisória 976, processo que discutia créditos de precatórios de interesse do banco. No julgamento, o ministro votou em sentido contrário à posição defendida pelo Master.
Mendonça também se encontrou com o advogado Ciro Soares, que trabalhava com Vorcaro, em uma alfaiataria em São Paulo. O ministro nega ter recebido presentes nesse encontro ou em outras ocasiões.
A discussão no Supremo ocorre depois da queda do sigilo de um relatório de 218 páginas pela PF (Polícia Federal), baseado na análise do celular de Daniel Vorcaro. O documento reúne, entre outros registros, mensagens trocadas entre o empresário e Alexandre de Moraes.
O aparelho foi apreendido durante a operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025 para apurar suspeitas de fraude relacionadas à venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília). Vorcaro foi preso em 18 de novembro de 2025, durante a primeira fase da operação.
A análise foi solicitada por André Mendonça para identificar possíveis integrantes de uma rede de influência e monitoramento atribuída ao fundador do Master. A PF entregou o relatório ao Supremo em 27 de agosto de 2026.
Parte das conversas, porém, não pôde ser recuperada integralmente. Algumas mensagens foram enviadas pelo recurso de visualização única do WhatsApp, o que permite identificar determinados registros enviados por Vorcaro, mas não necessariamente o conteúdo das respostas recebidas.
Essa limitação também aparece nas conversas associadas ao contato identificado no aparelho como sendo de Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal ressalvou ainda que o levantamento não esgota o conteúdo disponível no celular. A análise precisou ser realizada em 72 horas para cumprir uma determinação judicial, e a corporação considera possível que outras referências diretas ou indiretas ainda não tenham sido identificadas.
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