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Em meio ao conflito no Irã, Rússia lidera fornecimento de diesel ao Brasil

Publicado 11/05/2026 • 21:05 | Atualizado há 22 horas

KEY POINTS

  • O Brasil passou a depender cada vez mais do combustível fornecido pela Rússia devido às escaladas na guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
  • Entre março e abril, as compras brasileiras de diesel somaram US$ 1,76 bilhão, sendo US$ 1,43 bilhão desse total oriundos da Rússia.
  • Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 112,92 milhões e participação de 6,42%.

Com a redução das importações de diesel vindas do Oriente Médio em meio à guerra na região, o Brasil passou a depender cada vez mais do combustível fornecido pela Rússia. Dados do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que russos e norte-americanos lideraram as vendas externas de diesel ao mercado brasileiro nos últimos meses.

Entre março e abril, as compras brasileiras de diesel somaram US$ 1,76 bilhão. A Rússia respondeu por US$ 1,43 bilhão desse total, o equivalente a 81,25% das importações do período. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 112,92 milhões e participação de 6,42%.

O avanço russo foi ainda mais expressivo em abril. Sozinho, o país vendeu US$ 924 milhões em diesel ao Brasil, concentrando 89,84% das compras externas do combustível naquele mês. Os Estados Unidos responderam por 10,98%, enquanto o Reino Unido teve presença marginal.

Escalada nas importações russas

Os números apontam um crescimento acelerado das aquisições brasileiras de diesel russo desde o início do ano. Em fevereiro, o volume importado da Rússia foi de US$ 433,22 milhões. Em março, subiu para US$ 505,86 milhões. Já em abril, o valor se aproximou de US$ 1 bilhão.

Antes do agravamento do conflito no Oriente Médio, o Brasil ainda recebia parte do diesel de países da região. Em março, chegaram carregamentos embarcados anteriormente, incluindo remessas dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

Medidas para conter a alta do combustível

Para amenizar os efeitos do aumento do diesel sobre transportadores e consumidores, o governo federal adotou medidas emergenciais.

Uma medida provisória publicada em março liberou R$ 10 bilhões em subsídios destinados à importação e comercialização do combustível. No mesmo período, decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel.

Segundo o governo, a retirada dos tributos pode reduzir em R$ 0,32 o preço do litro nas refinarias. O subsídio concedido a importadores e produtores deve gerar uma redução adicional no mesmo valor.

A equipe econômica sustenta que a queda na arrecadação será compensada pela elevação das receitas de royalties do petróleo, impulsionadas pela alta internacional do barril.

Incentivo aos estados

Em abril, o governo federal lançou um programa para incentivar os estados a reduzirem o ICMS cobrado sobre o diesel importado. O custo da iniciativa será dividido entre a União e os governos estaduais.

A estimativa oficial é de redução de R$ 1,20 por litro ao consumidor final, com impacto total de R$ 4 bilhões em dois meses. Apenas Rondônia decidiu não aderir ao acordo.

Além disso, o governo anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, medida que deve custar cerca de R$ 3 bilhões por mês.

As empresas beneficiadas pelos incentivos terão de demonstrar que os descontos concedidos foram repassados ao consumidor nas bombas.

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