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Dow Jones cai mais de 270 pontos com tensões com Irã e alta do petróleo

Publicado 17/08/2026 • 19:24 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • S&P 500 fecha em queda de 0,52% com tensão no Oriente Médio
  • Petróleo sobe mais de 2,5% diante do impasse entre EUA e Irã
  • Micron avança 4% e ajuda a limitar as perdas do mercado americano

AFP

O S&P 500 fechou em queda nesta segunda-feira, enquanto os preços do petróleo subiram, com os investidores de olho nas tensões no Oriente Médio.

O principal índice acionário americano recuou 0,52%, aos 7.745,06 pontos. O Nasdaq Composite caiu 0,32%, para 26.644,91 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average perdeu 272,63 pontos, ou 0,51%, encerrando o pregão aos 53.459,78 pontos.

O foco dos mercados estava no conflito no Oriente Médio. O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã expirou nesta segunda-feira, enquanto as negociações entre os dois países permaneciam travadas. Segundo a agência estatal iraniana Tasnim, o Irã descartou a possibilidade de negociar uma extensão do memorando de entendimento.

À Reuters, um alto funcionário iraniano afirmou nesta segunda-feira que o país adotaria uma postura ofensiva caso a diplomacia com os EUA fracassasse. Já o presidente Donald Trump disse à Fox News que os Estados Unidos bombardeariam Omã caso o país “atrapalhasse”.

O petróleo reagiu em alta às notícias. Os contratos futuros do WTI, referência do mercado americano, subiram 2,6%, para US$ 84,50 (R$ 441,94) por barril. Já o Brent, referência internacional, avançou 2,7%, para US$ 90,87 (R$ 475,25).

O rendimento dos Treasuries de 30 anos também chamou atenção, atingindo o maior nível desde junho de 2007, enquanto os preços do petróleo avançavam.

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“Voltamos a acompanhar as negociações em tempo real, e acho que muita gente simplesmente fez vista grossa para isso”, disse Jason Stephens, fundador da Evertern Wealth. Segundo ele, neste momento, o risco parece estar mais concentrado em uma queda do petróleo do que em uma nova alta, diante da possibilidade de um acordo, especialmente com a aproximação das eleições de meio de mandato.

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“Há muita pressão sobre o governo neste momento para realmente se concentrar nisso e conseguir alguma coisa”, acrescentou Stephens.

Entre os destaques positivos da sessão, a Micron Technology avançou 4%. Na semana passada, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse ao The Wall Street Journal que o governo Trump não apoia a compra de chips de memória chineses pela Apple. A Bloomberg News também informou que a receita da Anthropic no segundo trimestre superou US$ 11,5 bilhões (R$ 60,15 bilhões), um salto expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior.

O S&P 500 havia atingido uma nova máxima histórica na semana passada, impulsionado por uma temporada de resultados corporativos excepcionalmente forte, que ajudou a melhorar o sentimento dos investidores. Mesmo com a continuidade das hostilidades no Oriente Médio, as bolsas americanas seguiram avançando.

Nesta semana, o calendário econômico tem menos eventos capazes de movimentar os mercados. Na quarta-feira, porém, o Federal Reserve divulgará a ata de sua reunião mais recente. No varejo, Walmart apresenta seus resultados na quinta-feira, enquanto Home Depot e Lowe’s divulgam seus balanços na terça e na quarta-feira, respectivamente.

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