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Emprego formal perde força e juros futuros recuam no último pregão do semestre

Publicado 30/06/2026 • 20:15 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • As taxas recuaram após dados fracos do mercado de trabalho reforçarem a expectativa de novos cortes da Selic pelo Banco Central.
  • O Brasil abriu 72.960 empregos formais em maio, bem abaixo da projeção de cerca de 120 mil, indicando desaceleração da atividade.
  • Após o Caged, a probabilidade de redução de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto subiu para cerca de 67%.
Imagem ilustrativa

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As taxas dos contratos futuros de juros encerraram o semestre em queda, impulsionadas por dados mais fracos do mercado de trabalho formal, que reforçaram a expectativa de continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic pelo Banco Central. Ao longo da tarde, os vencimentos de curto prazo ampliaram as perdas e alguns chegaram a ser negociados abaixo de 14%.

O principal catalisador do movimento foi a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostrou uma criação de vagas com carteira assinada bem abaixo das expectativas do mercado. O resultado fortaleceu a avaliação de que a atividade econômica está perdendo ritmo, reduzindo pressões inflacionárias e abrindo espaço para novos cortes nos juros básicos.

No fechamento, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou para 14,00%, enquanto os vencimentos para janeiro de 2028, 2029 e 2031 encerraram o dia em 14,015%, 14,115% e 14,21%, respectivamente.

Apesar do recuo registrado nesta sessão, a curva de juros terminou o semestre mais inclinada. Os contratos de curto prazo acompanharam a redução da Selic promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em junho, enquanto os vencimentos mais longos continuaram refletindo a expectativa de que, após o atual ciclo de afrouxamento monetário, o Banco Central volte a elevar os juros para manter a inflação próxima da meta.

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Segundo Ian Lima, diretor de Investimentos de Renda Fixa da Inter Asset, esse comportamento é típico de um ciclo de queda dos juros. Para ele, o mercado já começa a precificar um cenário em que, após o fim dos cortes, a política monetária poderá voltar a ser mais restritiva.

Além do Caged, o mercado também foi favorecido pela continuidade da queda dos preços do petróleo e por outros indicadores recentes que apontam perda de fôlego do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua permaneceu em patamar historicamente baixo, mas a geração de empregos formais desacelerou de forma significativa.

Em maio, o Brasil criou 72.960 vagas formais, abaixo da expectativa de cerca de 120 mil postos e no menor saldo para o mês desde 2020. Os dados também mostraram enfraquecimento da dinâmica salarial, com estabilidade nos salários de admissão e queda nos salários de desligamento.

Após a divulgação dos números, aumentou a percepção de que o Copom poderá reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de agosto. O mercado de opções passou a atribuir cerca de 67% de probabilidade para um novo corte, enquanto a chance de manutenção da taxa em 14,25% perdeu força.

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