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Bolsas europeias superam mitos de crise e Stoxx 600 acumula 10% de ganhos, pouco abaixo do S&P 500, aponta Goldman Sachs
Publicado 16/08/2026 • 09:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/08/2026 • 09:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Benoit Tessier/Reuters
As ações europeias historicamente têm dificuldade em despertar o entusiasmo que move os investidores nos Estados Unidos e em mercados asiáticos de crescimento acelerado. Ainda assim, o Goldman Sachs saiu em defesa do continente em relatório publicado na segunda-feira (10) no qual desmonta uma série de mitos sobre o desempenho das bolsas europeias
Um salto nos gastos fiscais dos governos europeus no início de 2025 trouxe fôlego ao mercado. Neste ano, a trajetória segue mais irregular, mas o índice pan-europeu Stoxx 600 tem mostrado resistência. O indicador acompanha 600 companhias de grande, média e pequena capitalização em 17 países europeus, funcionando como uma espécie de equivalente ao S&P 500 na região.
Até aqui, o Stoxx 600 acumula alta de 10% em 2026, patamar um pouco atrás do avanço de 13,5% registrado pelo índice norte-americano no mesmo intervalo.
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Mercados europeus costumam passar despercebidos diante da liquidez maior dos Estados Unidos, mas analistas do Goldman Sachs tentaram, na última semana, contestar alguns dos mitos que cercam o investimento na Europa.
Segundo os analistas, o desempenho da região tem sido mais consistente do que sugere a narrativa predominante entre investidores. Desde 2022, os bancos europeus superam as Magnificent 7 em rentabilidade, de acordo com o levantamento. Já desde o início de 2025, mesmo em meio ao choque tarifário e à crise no fornecimento de energia, o Stoxx 600 supera o S&P 500.
Outro mito citado pelo banco envolve a ideia de que a concorrência chinesa representa uma ameaça relevante às companhias europeias.
De acordo com o relatório, o mercado acionário não reflete diretamente a economia, e os maiores setores que compõem o índice europeu, como financeiro, farmacêutico, tecnologia, energia, utilities, telecomunicações e defesa, não estão especialmente expostos às importações chinesas de baixo custo. O setor automotivo, aponta o banco, representa apenas 1% da capitalização de mercado da Europa.
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Siga o Times | CNBCO segmento automotivo enfrenta uma crise estrutural que se arrasta por anos. Entre os fatores que pressionam o setor estão a desaceleração da demanda por veículos elétricos, a perda de mercado para concorrentes chineses e o custo mais alto de crédito, combinação que mantém os volumes de vendas abaixo dos níveis registrados antes da pandemia.
O índice Stoxx Autos acumula queda de 16% no ano. Entre os piores desempenhos estão Volkswagen e Stellantis, com recuos de 27,6% e 51,9%, respectivamente.
Para o banco francês BNP Paribas, a Europa tende a se beneficiar da inteligência artificial mais como usuária do que como desenvolvedora da tecnologia, e o setor automotivo está entre os que podem ganhar com esse movimento.
Sophie Huynh, gestora e estrategista da BNP Paribas Asset Management, afirmou à CNBC que o setor está tão descontado que poucos investidores avaliam o potencial de valorização. Segundo ela, o desafio está em identificar o momento em que o mercado passa a reconhecer esse valor, processo que pode levar de um a dois anos até que o consenso mude.
Huynh também apontou que boa parte das notícias positivas sobre o consumo nos Estados Unidos já está precificada, o que reduz o fôlego da economia norte-americana justo quando a europeia começa a ganhar tração.
O Goldman Sachs reconhece que a Europa está atrás em frentes como a expansão de data centers e o desenvolvimento de modelos de fronteira em inteligência artificial, fator que pode gerar riscos para segurança e produtividade no longo prazo.
Ainda assim, segundo os estrategistas do banco, esse atraso pode funcionar como proteção para investidores preocupados com riscos ligados à inteligência artificial, sobretudo os associados à concorrência chinesa no setor.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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