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EXCLUSIVO: Presidente da Câmara de Comércio Italiana diz que apoio da Itália ajudou a fechar acordo UE–Mercosul
Publicado 14/01/2026 • 10:22 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 14/01/2026 • 10:22 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Com o apoio decisivo da Itália, a União Europeia alcançou maioria para aprovar o acordo comercial com o Mercosul, encerrando quase 26 anos de negociações. Para falar sobre o tema, o programa Pré Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, conversou com Graziano Messana, presidente da Câmara de Comércio Italiana, que explicou os impactos do pacto para a indústria, a agricultura e os investimentos no Brasil.
“O acordo é hoje uma necessidade, não apenas uma oportunidade”, disse Graziano Messana, ao comentar a mudança de postura da Itália, que passou a apoiar formalmente o avanço do tratado após alinhar o texto aos interesses do setor agrícola europeu.
O presidente da Câmara de Comércio Italiana afirmou que o governo italiano conseguiu articular compensações importantes para os agricultores, como a retirada de impostos sobre fertilizantes e a antecipação de subsídios previstos no orçamento da União Europeia, o que reduziu a resistência interna ao acordo.
Leia também: Líderes celebram aprovação do acordo UE-Mercosul
“Existe muito exagero em relação ao medo da agricultura brasileira”, afirmou. Segundo Messana, as cotas de importação, como a de 99 mil toneladas de carne, já limitam o impacto sobre produtores europeus, e a oposição tem sido mais midiática do que econômica.
Ele explicou que, enquanto há protestos pontuais de agricultores, grandes grupos industriais e multinacionais do setor defendem o acordo, já que o pacto pode ampliar em até 40% as exportações da União Europeia nos próximos dez anos, além de facilitar o acesso do Brasil à tecnologia europeia.
“O Brasil vai conseguir renovar seu parque industrial, aumentar a capacidade produtiva e exportar mais”, disse Messana. De acordo com ele, os efeitos no PIB industrial brasileiro devem se tornar evidentes em dois ou três anos, impulsionados por novos investimentos e parcerias.
O dirigente destacou ainda que o Brasil concentra cerca de 90% das exportações europeias destinadas ao Mercosul, o que o coloca como principal beneficiário do acordo na América Latina, em um contexto de geopolítica mais instável e de postura unilateral dos Estados Unidos.
Para Messana, o tratado tende a destravar investimentos represados. Segundo ele, empresas ligadas à Câmara já demonstram maior apetite por fusões, aquisições e novos projetos no Brasil, visto como um mercado consumidor relevante para a tecnologia italiana.
Ao final, o presidente da Câmara de Comércio Italiana avaliou que o acordo também insere a Europa de forma mais estratégica nas economias emergentes. Para ele, o crescimento dos países do chamado E7, que inclui os BRICS, reforça a necessidade de a Itália e a União Europeia se conectarem a mercados com maior demanda futura por alimentos, indústria e tecnologia.
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