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Justiça de SP autoriza abertura do processo de recuperação judicial do Grupo Fictor
Publicado 18/04/2026 • 19:30 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 18/04/2026 • 19:30 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Grupo Fictor
A Fictor Alimentos S.A. (B3: FICT3) divulgou, por meio de fato relevante, que obteve o liberação do processamento de sua recuperação judicial, conforme decisão proferida pelo Juízo Auxiliar da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O processo envolve todo o Grupo Fictor e seguirá o modelo de consolidação substancial previsto na Lei nº 11.101/2005. São elas: Fictor Alimentos, Fictor Energia e Fictor Pay.
A decisão determina a suspensão, por 180 dias, de todas as ações e execuções contra as empresas do grupo — o chamado stay period. Durante esse período, ficam proibidos atos de constrição sobre bens e interrompido o curso da prescrição das obrigações sujeitas ao processo. O montante da dívida é de R$ 4,2 bilhões.
Leia também: PF liga Reag a esquema no BRB; advogado preso atuou em operação entre Master e Fictor
O tribunal nomeou a Laspro Consultores Ltda. como administradora judicial e a Price Waterhouse Coopers Assessoria Empresarial Ltda. como agente de monitoramento (watchdog), responsável por acompanhar as atividades da companhia. Também foi exigida a apresentação de demonstrativos financeiros mensais enquanto durar o processo.
O plano de recuperação judicial deverá ser apresentado em até 60 dias após a publicação da decisão. A Fictor afirmou que continuará informando acionistas e o mercado sobre qualquer novo desdobramento relevante, conforme determina a legislação brasileira.
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Fallax em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. Entre os alvos está o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, citado por possível envolvimento nas irregularidades.
A investigação aponta que o grupo atuava por meio da inserção de dados falsos em sistemas financeiros, permitindo saques e transferências ilegais. Segundo a Agência Brasil, o esquema começou a ser investigado em 2024 após indícios de movimentações financeiras atípicas.
Leia também: O que é a Operação Fallax e o que a PF investiga?
A apuração indica que a organização contava com apoio interno em instituições financeiras, o que facilitava a manipulação de dados bancários.
Os valores desviados podem ultrapassar R$ 500 milhões, parte do dinheiro teria sido direcionada para empresas de fachada e posteriormente convertida em bens de alto valor e criptoativos, estratégia comum para dificultar o rastreamento.
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