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Fachin paralisa apurações do Master e INSS e retira casos da condução de Mendonça
Publicado 13/09/2026 • 09:42 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/09/2026 • 09:42 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Reprodução/CNJ
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou a paralisação temporária de apurações relacionadas aos casos Banco Master e INSS e mandou que André Mendonça encaminhe os autos à Presidência da Corte.
A medida interrompe, ao menos por enquanto, a condução dos procedimentos por Mendonça, sob cuja relatoria foram autorizadas diligências, retirados sigilos e tornados públicos documentos que embasaram uma série de revelações sobre o caso Master nas últimas semanas.
Além disso, Fachin retirou Mendonça da relatoria da Petição 16.662, que reúne elementos envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, e assumiu a condução do processo. O caso será analisado pelo plenário do STF na terça-feira (15).
A decisão cria incerteza sobre o ritmo das apurações do Master e do INSS. Como os procedimentos foram suspensos e enviados à Presidência, o avanço de novas medidas passa a depender de uma definição sobre a condução dos casos.
Leia também: Presidente do STF convoca sessão plenária em 15 de setembro para analisar decisão de Mendonça sobre Moraes e Vorcaro
A ordem de Fachin alcança procedimentos relacionados às investigações do Banco Master e das fraudes no INSS que estavam sob a condução de Mendonça.
Os autos devem ser encaminhados à Presidência e permanecer suspensos até nova definição. A decisão não encerra nem arquiva as investigações, mas interrompe sua tramitação enquanto o STF decide qual será o próximo encaminhamento.
Na prática, novas diligências ou medidas que dependam de decisão judicial ficam condicionadas à retomada formal dos processos.
É nesse intervalo que surge o risco de desaceleração das apurações. Sob a relatoria de Mendonça, decisões recentes resultaram na abertura de documentos, quebra ou levantamento de sigilos e aprofundamento de diferentes frentes investigativas.
Nas últimas semanas, documentos tornados públicos nas apurações do Master expuseram mensagens de Daniel Vorcaro, relações com políticos, empresários e integrantes do sistema de Justiça, além de suspeitas sobre pagamentos, benefícios e influência em órgãos públicos.
Também vieram a público elementos sobre aportes do Rioprevidência, relações de Vorcaro com autoridades e despesas ligadas a investigados.
A mudança determinada por Fachin interrompe a continuidade desses procedimentos sob Mendonça justamente quando novas peças vinham sendo incorporadas aos autos e divulgadas após a retirada de sigilo.
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Siga o Times | CNBCCom a remessa dos casos à Presidência do STF, Fachin passa a controlar o próximo passo dessas apurações.
Cabe agora à Presidência definir se os processos permanecem sob sua condução, se serão redistribuídos ou se haverá outro encaminhamento.
A medida amplia um movimento de centralização iniciado nos últimos dias, depois que a crise envolvendo investigações sobre ministros do Supremo levou Fachin a determinar que procedimentos dessa natureza fossem previamente submetidos à Presidência da Corte.
A decisão também ocorre em meio a divergências internas no STF sobre os limites das apurações e a atuação de Mendonça nos casos que atingem integrantes do próprio tribunal.
A mudança mais direta envolve a Petição 16.662, que reúne elementos produzidos a partir de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro e de relatórios da Polícia Federal que mencionam Alexandre de Moraes.
Fachin retirou André Mendonça da relatoria e assumiu o processo antes do julgamento marcado para terça-feira (15).
A troca também reduz um risco processual para a sessão. Se Mendonça permanecesse como relator, poderia ser apresentado um pedido de impedimento contra ele, o que abriria espaço para questionamentos sobre sua participação e poderia comprometer ou adiar o julgamento.
O plenário deverá decidir sobre a validade das medidas adotadas até agora e sobre o destino da apuração.
A decisão de Fachin não encerra as investigações do Master nem do INSS.
Os processos poderão voltar a tramitar depois que a Presidência definir a condução dos autos.
O efeito imediato, porém, é a interrupção de apurações que vinham avançando sob Mendonça e produzindo novas diligências e documentos. Até uma nova decisão, fica suspensa a sequência de medidas que vinha alimentando os desdobramentos dos dois casos.
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