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Trump prevê fim da guerra no Irã após eleições e forte queda do petróleo

Publicado 12/09/2026 • 16:00 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Trump afirmou que espera que a guerra no Irã termine pouco depois das eleições legislativas de novembro e que os preços do petróleo caiam em seguida.
  • O petróleo recuou na sexta-feira, mas acumulou fortes ganhos semanais, com o Brent acima de US$ 104 por barril e o WTI acima de US$ 100.
  • As tensões regionais continuam elevadas, com ataques à infraestrutura petrolífera saudita e avanços dos houthis ameaçando importantes rotas marítimas.

A guerra no Irã provavelmente terminará pouco depois das eleições legislativas de novembro, afirmou neste sábado o presidente Donald Trump, que previu uma forte queda nos preços da energia quando isso acontecer.

“Acho que muito em breve, acho que será logo depois das eleições legislativas, na verdade”, disse Trump durante uma viagem à Irlanda, ao ser questionado por jornalistas sobre quando a guerra no Irã provavelmente terminará. “Eu diria que em breve, e o petróleo vai despencar quando isso acontecer.”

Os preços do petróleo recuaram na sexta-feira, mas registraram fortes ganhos semanais depois de ultrapassarem US$ 100 por barril (R$ 512) pela primeira vez em meses.

Os contratos futuros do Brent, referência global, fecharam em queda de 2,8%, a US$ 104,61 por barril (R$ 535,60). O West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, caiu 2,4%, para US$ 100,05 por barril (R$ 512,26). Na quinta-feira, o Brent atingiu um pico de cerca de US$ 108 por barril (R$ 552,96), enquanto o WTI superou US$ 104 (R$ 532,48).

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A queda dos preços ocorreu depois que a mídia estatal iraniana informou que Teerã se reunirá com países do Golfo em Omã para discutir o Estreito de Ormuz, indicando que há alguma atividade diplomática apesar de uma semana de forte escalada.

A MS NOW citou um alto funcionário do governo e um diplomata do Golfo dizendo que autoridades iranianas e dos países do Golfo se reunirão na capital de Omã, Mascate, na segunda-feira para assinar um acordo que estabelecerá uma rota marítima Irã-Omã através do Estreito de Ormuz.

Mas o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não se renderá, acrescentando que resistiu à agressão dos Estados Unidos e de Israel.

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“O Irã resistiu com sucesso a Israel e aos EUA”, disse Pezeshkian na noite de sexta-feira, ao discursar para um grupo de líderes religiosos indianos em Nova Délhi. “Como buscamos a verdade e a justiça, não cederemos diante da arrogância intimidadora.”

Os comentários de Pezeshkian antes da Cúpula do Brics na Índia, neste fim de semana, ocorreram após Trump afirmar, no início desta semana, que o Irã teria destruído Israel e o Oriente Médio e começado a atacar cidades americanas caso Washington não tivesse adotado uma ação militar contra o país.

Ataque a oleoduto saudita

Trump também afirmou neste sábado que o Irã provavelmente foi responsável pelos ataques ao crucial oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita. “Bem, acho que foram eles. Provavelmente, foram”, respondeu ao ser questionado por um jornalista sobre o ataque.

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A Arábia Saudita informou na sexta-feira que fechou o oleoduto como medida de precaução após vários ataques realizados por drones lançados do Iraque.

Os drones atingiram o oleoduto nas regiões de Riad e Medina na manhã de quinta-feira, provocando incêndios e alguns danos, segundo o governo saudita. Várias pessoas ficaram feridas nos ataques, acrescentou.

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Os sauditas têm utilizado o oleoduto Leste-Oeste para desviar as exportações de petróleo bruto do Golfo Pérsico, enquanto Estados Unidos e Irã disputam o controle do Estreito de Ormuz. O oleoduto, com capacidade de 7 milhões de barris por dia, atravessa o reino até terminais de exportação no Mar Vermelho.

Equipes de emergência foram mobilizadas para proteger o oleoduto e avaliar sua segurança após os ataques de quinta-feira, informou o Ministério da Energia saudita.

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Trump afirmou que conversou com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, após o ataque.

Houthis “não querem lutar conosco”

O presidente americano também afirmou que os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, mantiveram contato com seu governo.

“Os houthis nos ligaram e não querem lutar conosco”, disse Trump. “Eles nos avisaram, não querem lutar conosco. Não querem que eu vá atrás deles.”

Segundo relatos, os houthis avançaram na sexta-feira até a estratégica ilha de Perim, no Iêmen, dando um grande impulso à tentativa do grupo militante de assumir o controle de um dos mais importantes gargalos marítimos do mundo.

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A tomada da ilha de Perim, relatada por várias agências de notícias que citaram diversas fontes do governo iemenita, ocorreu apenas um dia depois de os houthis tomarem a cidade portuária de Mokha, no litoral do Mar Vermelho. A CNBC não conseguiu confirmar a informação de forma independente.

A rápida ofensiva terrestre é vista como um grave revés para a Arábia Saudita e para as forças iemenitas apoiadas pelo país e coloca o Irã e seus aliados no caminho para exercer controle sobre dois pontos de estrangulamento cruciais para o petróleo em lados opostos da Península Arábica: o Estreito de Bab el-Mandeb e o Estreito de Ormuz.

A ilha de Perim é uma pequena área rochosa que divide o Estreito de Bab el-Mandeb, hidrovia que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e aos mercados globais.

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Há preocupações de que o avanço dos houthis em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb possa ter consequências significativas para o comércio global, especialmente se o grupo militante intensificar ameaças ou ataques contra o transporte marítimo no Mar Vermelho.

O avanço dos houthis levou o príncipe herdeiro da Arábia Saudita a pressionar pessoalmente Trump por uma intervenção militar dos Estados Unidos, informou a MS NOW mais tarde na sexta-feira, citando uma pessoa familiarizada com as conversas.

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