CNBC

CNBCChris Malone, chefe da área de data centers da OpenAI, deixa a empresa

Notícias do Brasil

Febraban Tech 2026: IA começa a mudar padrões de consumo e busca por novas experiências, diz economista-chefe da Mastercard Gustavo Arruda

Publicado 25/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • Mastercard compara usuários que pagam por ferramentas de IA com consumidores de perfil semelhante para identificar mudanças nos hábitos de gasto.
  • Em viagens, assinantes dessas ferramentas aparecem buscando destinos, eventos e experiências menos convencionais, segundo Gustavo Arruda.
  • Dados utilizados pelo Mastercard Economics Institute passam por processo de anonimização antes das análises.

O uso de inteligência artificial já começa a alterar padrões de consumo, especialmente na forma como consumidores buscam informações, planejam viagens e descobrem novas experiências. A avaliação é de Gustavo Arruda, economista-chefe da Mastercard para a América Latina, durante a Febraban Tech, em São Paulo.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arruda disse que a Mastercard vem analisando o comportamento de consumidores que pagam por serviços de inteligência artificial e comparando esse grupo com pessoas de perfil semelhante de gastos.

“A gente está no início de um processo de uso de IA. Uma das coisas que a gente tentou buscar foi entender não só o usuário de IA, porque a gente não consegue ver, mas o usuário que paga. Então, ele vê tanto valor naquilo que assina”, afirmou.

Segundo o economista, as análises começam a mostrar diferenças no comportamento de consumo de quem utiliza essas ferramentas.

IA passa a funcionar como “concierge”

Arruda afirmou que um dos padrões observados é o uso da inteligência artificial como uma espécie de assistente para descobrir produtos, locais e experiências que antes poderiam passar despercebidos.

“A gente começa a perceber coisas que são muito interessantes, que é o uso de IA como um concierge, como um agente que te ajuda a fazer gastos diferentes, a explorar novos potenciais”, disse.

O movimento aparece com maior clareza no segmento de viagens.

Segundo Arruda, consumidores que assinam ferramentas de IA passaram a aparecer em locais menos tradicionais nos dados de transações analisados pela companhia.

“Em viagem, as pessoas que usam IA, que assinam IA, começam a procurar itens e locais incomuns. Às vezes uma feira regional no interior da Europa que quase não tinha turista e começa a aparecer”, afirmou.

Para o economista, a tecnologia amplia a capacidade do consumidor de encontrar informações e experiências que não necessariamente estavam entre as escolhas mais óbvias.

Mais informação influencia consumo

A mudança também começa a aparecer em outras categorias de gasto.

“O que a gente já consegue ver é essa busca, primeiro, por mais informação”, afirmou Arruda.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Segundo ele, padrões de consumo em segmentos como vestuário e restaurantes também começam a mudar à medida que consumidores usam novas ferramentas para comparar alternativas e encontrar opções diferentes.

“Aquela ideia do concierge: como é que eu otimizo o meu processo?”, disse.

Arruda relacionou esse movimento à expansão contínua do comércio eletrônico.

“A compra online cresce em todos os setores, ou quase todos os setores do varejo. E isso tem muito a ver com essa evolução”, afirmou.

Segundo ele, a Mastercard acompanha tendências tanto no Brasil quanto em outros países para tentar identificar mudanças de comportamento antes que elas se tornem mais disseminadas.

Dados passam por anonimização

Arruda também destacou que as análises feitas pelo Mastercard Economics Institute utilizam dados de transações submetidos previamente a processos de anonimização.

“A gente trabalha com os dados de transação, mas antes de chegar na gente tem todo um processo de anonimização”, afirmou.

Segundo o economista, a equipe não tem acesso a informações individuais dos consumidores.

“A gente não tem acesso a detalhes do consumidor. O que a gente consegue é chegar num volume anônimo de dado, mas ainda consegue tirar muita conclusão de lá”, disse.

Para Arruda, a proteção das informações é uma condição central para esse tipo de análise.

“Privacidade acaba sendo central para o tipo de trabalho que a gente consegue fazer”, afirmou.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil