Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Febraban Tech: Qualidade de dados vira prioridade para bancos com avanço da IA, diz sócia da EY Brasil Telma Luchetta
Publicado 25/08/2026 • 20:39 | Atualizado há 1 hora
Chris Malone, chefe da área de data centers da OpenAI, deixa a empresa
S&P 500 fecha em alta, enquanto Dow Jones registra terceira sessão consecutiva de ganhos com recuo dos rendimentos dos Treasuries
SpaceX planeja construir um porto espacial de US$ 100 bilhões na Louisiana
Apple anuncia novos modelos de Mac Mini e Mac Studio com melhorias em IA
CEO da World Liberty Financial, Zach Witkoff, afirma que sucesso de stablecoin silencia acusações de favorecimento a Trump
Publicado 25/08/2026 • 20:39 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A qualidade dos dados deixou de ser uma discussão restrita às áreas de tecnologia e passou a ocupar espaço na alta administração dos bancos com o avanço da inteligência artificial. É o que afirmou Telma Luchetta, sócia-líder de tecnologia, IA e dados para o setor financeiro da EY Brasil, durante a Febraban Tech 2026.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Luchetta disse que novas exigências regulatórias aumentaram a pressão para que as instituições comprovem a qualidade e a integridade das informações usadas em seus sistemas.
“A qualidade dos dados é o alicerce para tudo que se fala do hype da IA”, afirmou.
Segundo a executiva, a Resolução 18 do Banco Central (BC) exige que as instituições apresentem evidências sobre controles, políticas e processos relacionados aos dados, com prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026.
“A qualidade de dados sai do bastidor, de uma agenda mais técnica, e passa a fazer parte da alta administração dos principais bancos”, disse.
Luchetta afirmou que as instituições precisarão demonstrar ao BC que mantêm informações íntegras e mecanismos permanentes de controle.
“O banco precisa se comprometer a manter essa disciplina, deixar a qualidade dos dados bastante estruturada”, afirmou.
Segundo ela, esse cuidado ganha importância à medida que sistemas de inteligência artificial passam a apoiar mais decisões dentro das instituições financeiras.
A ausência de qualidade nas informações, afirmou a executiva, pode produzir erros e ampliar riscos de reputação.
“Quando a gente fala em IA, a gente precisa trazer confiança e não colocar as instituições financeiras expostas a um erro em função de alguma ausência de qualidade”, disse.
A sócia da EY Brasil afirmou que bancos de portes diferentes apresentam níveis distintos de maturidade, mas compartilham a preocupação com segurança e uso responsável da inteligência artificial.
“A segurança e a confiança são a principal preocupação das instituições financeiras hoje”, afirmou.
Segundo Luchetta, a pressão para gerar resultados com IA aumentou, mas a adoção precisa ser acompanhada de controles.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Todo mundo muito pressionado para usar, principalmente para obter os resultados através do uso da IA. Mas não adianta usar sem a confiança e a segurança do que está sendo utilizado”, disse.
A EY apresentou durante o evento, em parceria com a Databricks, uma solução voltada à qualidade de dados e às exigências regulatórias mencionadas pela executiva.
Luchetta também destacou a mudança no papel do Chief Data Officer (CDO) dentro das instituições financeiras.
Segundo ela, a função deixou de estar concentrada apenas em questões técnicas e operacionais e passou a ganhar proximidade com a estratégia dos negócios.
“O CDO sai de um papel muito mais técnico e operacional e passa a fazer parte da estratégia das organizações”, afirmou.
A executiva avaliou que o domínio de dados e inteligência artificial coloca esse profissional em posição cada vez mais relevante, desde que também desenvolva capacidade de influência e relacionamento com outras áreas.
Ela ressaltou, porém, que a expansão da tecnologia para diferentes departamentos precisa ser coordenada.
Luchetta afirmou que tecnologias antes concentradas em áreas especializadas estão hoje muito mais acessíveis às unidades de negócio.
“Antigamente a tecnologia era escassa e agora está acessível para as áreas de negócio também”, disse.
Esse movimento aumenta a velocidade para desenvolver produtos, melhorar relacionamento com clientes e buscar maior assertividade, mas também cria novos riscos.
Segundo ela, sem uma coordenação adequada, diferentes áreas podem desenvolver soluções isoladas e ampliar a fragmentação dos sistemas.
“Qualquer autonomia de descentralização pode levar a uma fragmentação. E isso é ruim, porque a gente não tem confiança, e isso pode trazer prejuízos para as organizações”, afirmou.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Anel de R$ 6 milhões dado à atriz Marina Ruy Barbosa integra disputa judicial de família dona da Marabraz
2
Novo iPhone 18 Pro: veja o que muda no celular da Apple
3
Quem são os credores da Casas Bahia?
4
iPhone 18 Pro lança mês que vem? Veja a data mais provável
5
CVM julga nesta terça-feira se a Centaurus deve realizar oferta pública por ações da Oncoclínicas