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Fed mantém taxas de juros estáveis, mas tarifas são um ‘obstáculo significativo ao crescimento econômico’, diz analista
Publicado 07/05/2025 • 21:04 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 07/05/2025 • 21:04 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O presidente do Fed, Jerome Powell, participa da coletiva de imprensa do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) em 27 de julho de 2022.
Federal Reserve (Reprodução Flickr)
O Federal Reserve (Fed – Banco Central dos Estados Unidos) manteve os custos de empréstimo estáveis nesta quarta-feira (7), optando por não reduzir sua taxa de juros de referência — conhecida como taxa dos fundos federais — para cartões de crédito, empréstimos e financiamento de automóveis.
Como era amplamente esperado, o Fed está mantendo a taxa dos fundos federais entre 4,25% e 4,5%. Isso influencia as taxas de juros que os credores cobram na maioria dos tipos de crédito, o que significa que as taxas de cartão de crédito continuarão altas e os novos empréstimos não ficarão mais baratos.
A taxa se manteve acima de 4% por mais de dois anos, já que o Fed tem como objetivo reduzir a inflação mantendo os custos de empréstimo elevados. Sua meta é uma taxa anualizada de 2%, mas a taxa atual permanece em 2,4% desde abril, de acordo com os dados do índice de preços ao consumidor.
A perspectiva da inflação permanece incerta. Sinais de uma economia em desaceleração e um consumo mais fraco sugerem que cortes nas taxas podem ser necessários em 2025 para apoiar uma recuperação.
No entanto, novas tarifas impostas pelo governo Trump são amplamente vistas por economistas como inflacionárias. Se os preços continuarem a subir, o Fed pode precisar manter as taxas de juros mais altas por mais tempo.
O presidente Donald Trump exigiu que o presidente do Fed, Jerome Powell, cortasse as taxas para estimular o crescimento, mas o Fed adotou uma abordagem cautelosa, adiando cortes até agora em 2025.
Em uma coletiva de imprensa anunciando a pausa nas taxas, Powell afirmou que tarifas sustentadas provavelmente elevarão a inflação, desacelerarão o crescimento econômico e aumentarão o desemprego.
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No entanto, ele afirmou ser difícil avaliar o impacto exato dessas tarifas sobre a inflação: “Há muita incerteza sobre a escala, o escopo, o momento e a persistência das tarifas”. Por enquanto, “vamos ser pacientes”, disse ele sobre a postura política do Fed.
Quando questionado se o Fed cortará as taxas em 2025, Powell disse que isso dependerá dos desdobramentos dos dados econômicos.
Desde o anúncio de quarta-feira (7), há uma chance de 72% de um corte na taxa de juros até o final de julho de 2025, de acordo com o CME FedWatch Tool, um rastreador em tempo real que mede as probabilidades de ajuste nas taxas.
Essas expectativas “refletem o risco de que a economia desacelere acentuadamente e que o Fed consiga ignorar um aumento na inflação como um impacto único”, diz Greg McBride, analista financeiro-chefe do Bankrate, à CNBC Make It. “Os mercados também tendem a superestimar o quanto o Fed vai cortar as taxas de juros, então só o tempo dirá.”
De qualquer forma, as tarifas são um “obstáculo significativo ao crescimento econômico”, afirma McBride.
As tarifas podem aumentar os preços em até 3% e custar à família média US$ 4.900 (aproximadamente R$ 28.175, na cotação atual) no próximo ano, de acordo com estimativas do Yale Budget Lab publicadas em abril. A análise é baseada em políticas tarifárias que incluem a taxa base de 10% agora em vigor para a maioria dos países. No entanto, não inclui tarifas adicionais que foram adiadas até 8 de julho.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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