Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Gado diminui no Brasil, mas produção agropecuária cresce, aponta IBGE
Publicado 01/10/2026 • 06:00 | Atualizado há 56 minutos
OpenAI acusa chinesa Moonshot AI de tentar extrair raciocínio de seus modelos
Google lança o Gemini 4 Argon, seu modelo de IA mais avançado
Ações da Meta registram o melhor mês desde 2022, impulsionadas pelo sucesso da IA
Micron supera projeções e prevê receita de US$ 61,5 bilhões com demanda por IA
Exportações de petróleo por Ormuz atingiram os níveis pré-guerra, mas embarques de combustível permanecem limitados
Publicado 01/10/2026 • 06:00 | Atualizado há 56 minutos
KEY POINTS
Foto: unsplash
Gado diminui no Brasil, mas produção agropecuária cresce, aponta IBGE
O Brasil terminou 2025 com menos bovinos, mas registrou aumento no valor da produção pecuária. O rebanho caiu 1,7% em relação a 2024 e chegou a 234,3 milhões de cabeças. É o segundo recuo anual consecutivo e o menor efetivo desde 2022.
Ao mesmo tempo, o valor da produção da pecuária atingiu R$ 141,2 bilhões, alta de 6,2% em um ano. Os dados fazem parte da Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (30).
Leia também: Agropecuária Maggi levanta R$ 3,5 bilhões em CPR-F para financiar operações
Segundo a Agência Gov, a redução do número de bovinos está relacionada ao aumento do abate nos últimos quatro anos, principalmente de fêmeas. Mesmo com a queda do rebanho, outros segmentos da pecuária tiveram crescimento em 2025.
A produção de leite de vaca cresceu 2,7% e chegou a 36,7 bilhões de litros em 2025, novo recorde da série. Dessa forma, o resultado ocorreu mesmo com a redução de 2,7% no número de vacas ordenhadas. O país terminou o ano com 14,7 milhões de vacas ordenhadas, menor quantidade desde 1979. Com menos animais, a produtividade avançou 5,6% e alcançou 2.498,7 litros por vaca ao ano.
Segundo o IBGE, o resultado está relacionado a condições climáticas favoráveis, investimentos em melhoramento genético e manejo do rebanho, além da reorganização da base produtiva.
O Sul reassumiu a liderança nacional na produção de leite, com 12,5 bilhões de litros, equivalentes a 34% do total. Além disso, o volume regional cresceu 4,4% em relação a 2024. O Sudeste apareceu na sequência, com 12,3 bilhões de litros e participação de 33,5%.
Entre os municípios, Castro (PR) liderou a produção, com 532,8 milhões de litros. Dessa forma, Carambeí (PR) ficou em segundo, seguido por Patos de Minas (MG).
A produção de ovos também alcançou um novo recorde. Foram 5,7 bilhões de dúzias em 2025, mantendo uma trajetória de crescimento iniciada em 1999. Além disso, o valor da produção chegou a R$ 36,4 bilhões, aumento de 13,9% em relação ao ano anterior. O preço médio estimado foi de R$ 6,34 por dúzia.
Leia também: Brasil abre 13 novos mercados para exportações agropecuárias
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO efetivo de galináceos, que inclui galinhas e outras categorias, como frangos de corte, também aumentou. O país tinha 1,6 bilhão de cabeças em 2025, alta de 1,6%. Além disso, desse total, 293,3 milhões eram galinhas destinadas à produção de ovos. O número cresceu 5,8% e também atingiu recorde.
O Sul concentrou 48,1% do efetivo nacional de galináceos, com 772,9 milhões de cabeças. Além disso, o Sudeste tinha o maior número de galinhas, com 104,3 milhões, equivalente a 35,6% do total.
O recorde do valor da pecuária inclui R$ 128 bilhões em produtos de origem animal, alta de 5,6%. A aquicultura respondeu por outros R$ 13,2 bilhões, crescimento de 12,5%. O leite de vaca teve a maior participação no resultado, com R$ 89,5 bilhões, equivalente a 63,4% do valor total. Os ovos de galinha vieram depois, com R$ 36,4 bilhões, enquanto o mel somou R$ 1,2 bilhão.
A produção de mel cresceu 4,5% e chegou a 71,3 mil toneladas, o oitavo recorde consecutivo. O Sul voltou a liderar a produção regional, com 37,1% do total brasileiro. Além disso, os rebanhos de caprinos e ovinos atingiram novos recordes. O número de caprinos chegou a 13,5 milhões, alta de 1,2%, enquanto o de ovinos alcançou 22,3 milhões, crescimento de 1,6%.
A produção de peixes cresceu 7,1% em 2025 e chegou a 783 mil toneladas. O valor gerado pela atividade alcançou R$ 8,5 bilhões, aumento de 9,6%. A tilápia respondeu por 68,2% da produção nacional, com 533,7 mil toneladas. O Paraná concentrou 39,2% desse volume, seguido por São Paulo e Minas Gerais.
O camarão teve crescimento ainda maior. A produção chegou a 172,4 mil toneladas, alta de 18,2%. O valor da atividade aumentou 19,4% e atingiu R$ 3,6 bilhões. O Nordeste respondeu por 99,7% da produção nacional de camarão. Ceará e Rio Grande do Norte concentraram as maiores parcelas.
Leia também: PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, com alta da agropecuária
A produção de ostras, vieiras e mexilhões também cresceu. O volume chegou a 9,9 mil toneladas, aumento de 3,3% em relação a 2024. O Sul respondeu por 90% da produção brasileira, com Santa Catarina concentrando 88,1%.
Os dados da PPM 2025 mostram que o Brasil teve redução no efetivo bovino, enquanto atividades importantes da pecuária ampliaram a produção e a produtividade. O país também registrou recordes na produção de leite, ovos, mel e camarão.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Vorcaro teria apoiado plano para financiar advogado em disputa pela presidência da OAB
2
Anthropic lança modelo de IA Claude Sonnet 5.5, o segundo desde o apelo do CEO por desaceleração
3
Lobista amiga de Lulinha recebeu R$ 570 mil durante tramitação de aval da União a empréstimo de Goiânia
4
Caixa libera dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep; veja como sacar
5
Mensagens entre Huck e Vorcaro citam R$ 83 milhões em mídia para a Globo e contrato pessoal de R$ 26 milhões