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Tecnologia reduz tempo de abate e impulsiona pecuária sustentável no Brasil, diz Igor Lopes
Publicado 13/05/2026 • 14:40 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 13/05/2026 • 14:40 | Atualizado há 5 meses
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A pecuária brasileira vem passando por uma transformação acelerada impulsionada pelo uso de tecnologia, inteligência de dados e práticas sustentáveis, alterando desde o manejo do gado até os sistemas de rastreabilidade e monitoramento ambiental. Para o colunista de inovação e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Igor Lopes, o setor deixou para trás o modelo tradicional e passou a operar cada vez mais orientado por eficiência, produtividade e exigências internacionais.
Em sua participação desta quarta-feira (13) no jornal Real Time, Lopes afirmou que mudanças no mercado global vêm pressionando produtores brasileiros a acelerar a modernização das fazendas. “A China, principal compradora da carne brasileira, passou a exigir animais mais jovens, com até 30 meses de idade”, destacou. Segundo ele, o setor também enfrenta pressão crescente de mercados como a União Europeia em relação a critérios ambientais e rastreabilidade.
O especialista explicou que uma das principais mudanças ocorreu no controle alimentar do rebanho. “Acabou aquele ‘boi sanfona’, que emagrecia na seca e engordava nas águas”, afirmou o fundador da SOUBEEF, Caio Penido, em entrevista exibida durante o programa. Segundo ele, a padronização da alimentação permitiu reduzir o ciclo de abate para cerca de 24 meses.
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Igor Lopes ressaltou que a redução do tempo de permanência do animal no sistema também gera ganhos ambientais relevantes. “Produzir mais carne em menos tempo significa reduzir emissões de gases de efeito estufa por arroba produzida”, explicou.
Segundo o especialista, a tecnologia também passou a desempenhar papel importante no bem-estar animal, fator que impacta diretamente produtividade, qualidade da carne e resultados financeiros das fazendas.
“Animais menos estressados têm melhor ganho de peso, melhor qualidade de carne e menor perda produtiva”, afirmou. Lopes destacou que até o desenho dos currais foi alterado para reduzir acidentes e estresse no rebanho.
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Siga o Times | CNBCEle explicou que estruturas arredondadas substituíram currais quadrados justamente para evitar concentração e pisoteamento dos animais. Além disso, métodos tradicionais de manejo vêm sendo substituídos por técnicas menos agressivas. “Hoje equipes treinadas usam estímulos visuais e condução mais calma em vez de agressividade”, observou.
O especialista destacou ainda que práticas ligadas ao conforto térmico ganharam espaço nas propriedades rurais. “As fazendas mais modernas preservam árvores para gerar sombra e reduzir o estresse causado pelo calor”, afirmou.
A rastreabilidade passou a ser uma das principais ferramentas utilizadas pela pecuária moderna para atender exigências ambientais e comerciais. Segundo Caio Penido, aplicativos já permitem verificar em tempo real a situação ambiental das fazendas fornecedoras.
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“Não pode ter desmatamento ilegal nem embargo ambiental sério. Fazemos essa checagem antes da compra dos animais”, explicou o fundador da SOUBEEF. Após a entrada do gado na propriedade, os animais passam a ser identificados individualmente para acompanhamento contínuo.
Segundo Igor Lopes, o monitoramento individual abriu espaço para o uso intensivo de tecnologias de análise de desempenho. “Hoje já existe visão computacional para identificar se o gado está se alimentando, caminhando ou apresentando sinais de doença”, afirmou.
O especialista também citou o avanço de drones, sensores e balanças inteligentes nas fazendas brasileiras. “Só do animal passar por determinado ponto, o sistema já identifica automaticamente o peso dele”, destacou. Para Lopes, as propriedades rurais estão se transformando em verdadeiros laboratórios de inovação tecnológica.
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