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Governo libera R$ 661 mihões em empréstimos a companhias aéreas em meio à pressão pela alta dos combustíveis
Publicado 26/06/2026 • 21:33 | Atualizado há 4 meses
Publicado 26/06/2026 • 21:33 | Atualizado há 4 meses
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Reuters
Gol
O governo federal liberou R$ 661 milhões em empréstimos para companhias aéreas em meio à pressão provocada pela alta do querosene de aviação (QAV). Os contratos foram assinados nesta sexta-feira (26) pelo Banco do Brasil com quatro empresas do setor: Gol, Azul, Abaeté e Rima.
Gol e Azul concentraram praticamente todo o volume contratado. Cada uma solicitou R$ 330 milhões, limite estabelecido por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). As aéreas regionais Abaeté e Rima tomaram, respectivamente, R$ 819 mil e R$ 634 mil.
A linha tem prazo de pagamento de até seis meses e taxa equivalente a 100% do CDI. Os recursos serão operacionalizados pelo Banco do Brasil, mas o risco de crédito será integralmente assumido pela União.
A medida foi desenhada pelo Ministério de Portos e Aeroportos para aliviar o capital de giro das empresas em um momento de aumento dos custos operacionais. O principal foco é o impacto do QAV, um dos maiores componentes de despesa das companhias aéreas.
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Embora a Petrobras tenha anunciado redução no preço do querosene de aviação em junho, o combustível ainda acumula forte alta no ano. O encarecimento do QAV pressiona a operação das empresas e aumenta o risco de repasse de custos às passagens.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a linha não é uma subvenção nem uma transferência a fundo perdido. Ele afirmou que se trata de um financiamento reembolsável, com prazo curto e foco exclusivo em capital de giro.
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Siga o Times | CNBC“Trata-se de financiamento reembolsável, e não de subvenção ou transferência a fundo perdido”, disse o ministro. “A linha tem caráter emergencial, prazo curto e foco exclusivo em capital de giro. Sua finalidade é preservar a continuidade das operações aéreas domésticas, apoiar a regularidade da malha e reduzir riscos de desorganização operacional em momento de pressão extraordinária de custos.”
A liberação dos recursos é mais uma tentativa do governo de conter os efeitos da alta do combustível sobre a aviação doméstica. A preocupação do Planalto é que o aumento do QAV pressione o caixa das empresas, reduza a oferta de voos ou seja repassado ao consumidor final por meio das tarifas.
A resolução que viabilizou a linha emergencial prevê limite de financiamento de até 1,6% do faturamento bruto anual de 2025 de cada empresa, limitado a R$ 330 milhões por companhia. O desenho explica por que Gol e Azul acessaram o teto, enquanto as empresas regionais ficaram com valores menores.
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Para o governo, o objetivo é preservar a conectividade aérea e evitar uma desorganização da malha doméstica em um momento de custo mais alto. A avaliação é que a aviação tem papel estratégico para manter a circulação de pessoas, cargas e serviços pelo país.
“O transporte aéreo é fundamental para manter a economia aquecida e estamos atuando para reduzir o impacto da alta do QAV sobre as passagens”, afirmou Tomé Franca. “Essa resolução é uma medida concreta para dar liquidez às companhias e preservar a malha aérea do país.”
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