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Harley-Davidson aposta em motos mais baratas para recuperar vendas e atrair público jovem
Publicado 10/05/2026 • 13:59 | Atualizado há 4 dias
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Publicado 10/05/2026 • 13:59 | Atualizado há 4 dias
KEY POINTS
Modelo da Sportster 883, da Harley-Davidson
A Harley-Davidson anunciou uma mudança em sua estratégia comercial e passará a investir em motocicletas mais acessíveis para tentar recuperar o volume de vendas perdido nos últimos anos. O plano inclui o retorno da Sportster 883 e o lançamento de uma nova família de motos de entrada chamada Sprinter.
As medidas fazem parte do programa “Back to the Bricks”, apresentado pelo CEO Artie Starrs, que assumiu o comando da fabricante americana em agosto do ano passado com o objetivo de retomar o crescimento da companhia.
Segundo Starrs, o plano busca aproveitar os principais pontos fortes da marca para gerar crescimento lucrativo para a empresa, concessionários e acionistas.
Uma das principais apostas da Harley-Davidson será o retorno da Sportster 883, descrita por Starrs como a motocicleta mais pedida por clientes e concessionários.
Leia também: Harley-Davidson anuncia novo CEO; veja quem é
O modelo retornará ao mercado como linha 2027 e manterá o tradicional motor Evolution V-twin, utilizado nas Sportsters fabricadas entre 1986 e 2022.
A motocicleta terá preço na faixa de US$ 10 mil (R$ 49,2 mil) nos Estados Unidos.
Hoje, a moto mais barata da Harley-Davidson vendida no Brasil é a Street Bob, comercializada por R$ 119.950. Nos EUA, o modelo custa cerca de US$ 15 mil (R$ 73,8 mil).
A fabricante também anunciou a criação da linha Sprinter, que deverá se tornar o novo modelo de entrada da marca.
Leia também: HOJE: Marcas Icônicas revela as histórias e segredos da Harley-Davidson
Mais simples, a motocicleta terá preço em torno de US$ 6 mil (R$ 29,5 mil) e deverá desempenhar papel importante em mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Segundo a empresa, a nova linha também marcará a entrada da Harley-Davidson em segmentos de menor cilindrada.
As mudanças representam uma inflexão em relação à estratégia adotada pelo ex-CEO Zochen Zeits, que priorizava menor volume de vendas com motocicletas de maior valor agregado.
De acordo com os dados divulgados pela companhia, o volume de vendas no varejo da Harley-Davidson caiu 40% desde 2019.
Leia também: Indústria de motocicletas abre 2026 com melhor bimestre em 15 anos no Polo de Manaus
A empresa também busca ampliar sua presença entre consumidores mais jovens, em um mercado cada vez mais disputado por fabricantes asiáticas.
Hoje, modelos de média cilindrada com visual retrô e preços mais baixos oferecidos por marcas como a indiana Royal Enfield vêm atraindo consumidores que antes poderiam considerar uma Harley-Davidson.
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