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Homem vindo do Congo é isolado em SP após suspeita de Ebola; estado reforça protocolos de vigilância
Publicado 30/05/2026 • 15:32 | Atualizado há 15 minutos
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Publicado 30/05/2026 • 15:32 | Atualizado há 15 minutos
KEY POINTS
Divulgação / Governo SP
Desde a semana passada, a Secretaria da Saúde de SP reforça vigilância sobre ebola no estado
A rede de vigilância epidemiológica de São Paulo foi mobilizada neste sábado (30) após a identificação de um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola na capital paulista. O paciente, um homem de 37 anos com procedência da República Democrática do Congo e histórico recente de viagem ao país africano, apresentou febre e passou a se enquadrar nos critérios clínicos e epidemiológicos previstos pelos protocolos de monitoramento.
A investigação está sendo conduzida pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP). Até o momento, não há confirmação laboratorial da doença.
Após a identificação do caso, o paciente foi encaminhado para isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade estadual de referência para atendimento de casos suspeitos ou confirmados de Ebola.
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Segundo a coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula, todas as medidas previstas nos protocolos foram adotadas desde o início da investigação.
“Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, afirmou.
A investigação foi aberta de forma preventiva após a identificação de sinais compatíveis com a definição de caso suspeito estabelecida pelas autoridades sanitárias.
Na semana passada, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo atualizou a Nota Informativa nº 01/2026, elaborada em conjunto pelo CVE-SP, Instituto Adolfo Lutz (IAL) e CCD, com orientações para toda a rede de saúde sobre o surto de Ebola em andamento na República Democrática do Congo.
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O documento foi publicado após a confirmação, em 15 de maio, de um surto da doença causado pelo Bundibugyo ebolavirus (BDBV) na província de Ituri, no nordeste do país africano. Um dia depois, casos importados foram registrados em Uganda, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificar o evento como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.
As orientações reforçam procedimentos de vigilância, definição de caso, isolamento, investigação laboratorial e fluxos assistenciais para possíveis ocorrências no estado.
Mesmo com a investigação em curso, a avaliação técnica da secretaria mantém o entendimento de que o risco de introdução do Ebola no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão local no continente, a inexistência de voos diretos entre as áreas afetadas e a forma de transmissão da doença.
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De acordo com a nota técnica estadual, o vírus é transmitido por contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas. A transmissibilidade começa apenas após o surgimento dos sintomas.
As autoridades orientam que os serviços de saúde mantenham atenção a pacientes com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus, além de situações envolvendo contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.
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Seguir no GoogleA doença pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia entre dois e 21 dias.
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Segundo os protocolos estaduais, pessoas assintomáticas que tenham sido expostas a situações consideradas de risco devem permanecer sob monitoramento diário durante 21 dias.
O Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial dos casos suspeitos no estado. Já as notificações devem ser comunicadas imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica.
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