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Ações da Meta caem após projeção fraca de receita e redução do fluxo de caixa livre

Publicado 29/07/2026 • 17:41 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • As ações da Meta caíram depois que a empresa divulgou resultados do segundo trimestre com lucro por ação abaixo das expectativas.
  • A projeção de receita da companhia também ficou abaixo do esperado pelo mercado.
  • A Meta reduziu a faixa projetada para investimentos em capital, mantendo o limite máximo da previsão.

As ações da Meta caíram mais de 5% no after-market nesta quarta-feira (29), depois que a empresa ficou abaixo das expectativas em lucro e divulgou uma projeção de receita mais fraca do que o esperado.

Veja como a companhia se saiu, em comparação com as estimativas de analistas consultados pela LSEG:

Lucro por ação: US$ 6,18 (R$ 31,73) vs. US$ 7,22 (R$ 37,09) esperados
Receita: US$ 60,80 bilhões (R$ 312,51 bilhões) vs. US$ 60,17 bilhões (R$ 309,27 bilhões) esperados

A Meta informou que espera receita entre US$ 61 bilhões (R$ 313,54 bilhões) e US$ 64 bilhões (R$ 328,96 bilhões) neste trimestre, com ponto médio de US$ 62,5 bilhões (R$ 321,25 bilhões). Analistas esperavam uma projeção de US$ 63,15 bilhões (R$ 324,59 bilhões), segundo a LSEG. A companhia afirmou que a previsão “considera que o câmbio represente um impacto negativo de aproximadamente 1% no crescimento anual da receita total, com base nas taxas de câmbio atuais”.

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A empresa informou que o número de pessoas ativas diariamente (DAP, na sigla em inglês) chegou a 3,6 bilhões, abaixo da estimativa de 3,61 bilhões de Wall Street, segundo a StreetAccount.

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Em relação aos investimentos em capital, a Meta reduziu sua projeção para o ano para uma faixa entre US$ 130 bilhões (R$ 668,20 bilhões) e US$ 145 bilhões (R$ 745,30 bilhões), ante a previsão anterior de US$ 125 bilhões (R$ 642,50 bilhões) a US$ 145 bilhões (R$ 745,30 bilhões). Com a empresa direcionando recursos para infraestrutura de inteligência artificial, o fluxo de caixa livre caiu para US$ 784 milhões (R$ 4,03 bilhões) no trimestre, ante US$ 8,55 bilhões (R$ 43,95 bilhões) um ano antes.

A Meta informou que os custos e despesas totais do segundo trimestre somaram US$ 42,03 bilhões (R$ 216,27 bilhões), alta de 55% na comparação anual. Esse valor inclui US$ 2,4 bilhões (R$ 12,34 bilhões) relacionados a processos judiciais e US$ 1,18 bilhão (R$ 6,07 bilhões) em despesas com indenizações decorrentes das demissões iniciadas em maio.

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O lucro líquido do período caiu 13%, para US$ 15,85 bilhões (R$ 81,57 bilhões), ante US$ 18,34 bilhões (R$ 94,37 bilhões), ou US$ 7,14 (R$ 36,70) por ação, no mesmo trimestre do ano passado.

A unidade Reality Labs da Meta registrou prejuízo operacional de US$ 4,6 bilhões (R$ 23,67 bilhões) no segundo trimestre, com receita de US$ 431 milhões (R$ 2,22 bilhões). Wall Street esperava que a divisão, responsável pelo desenvolvimento de realidade virtual e dispositivos vestíveis com inteligência artificial, registrasse prejuízo de US$ 5,07 bilhões (R$ 26,07 bilhões) sobre receita de US$ 423,4 milhões (R$ 2,18 bilhões).

Na teleconferência de resultados, os investidores acompanharão de perto o que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, dirá sobre os esforços da empresa para monetizar de forma mais direta suas iniciativas relacionadas à inteligência artificial. No início deste mês, a Meta lançou o modelo Muse Spark 1.1, que, segundo o diretor de IA da companhia, Alexandr Wang, representa “o modelo mais avançado até agora para agentes de IA e programação”, além de oferecer um custo inferior ao das soluções da OpenAI e da Anthropic.

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