CNBC

CNBCAções da Meta caem após projeção fraca de receita e redução do fluxo de caixa livre

Economia Brasileira

Fernanda Rocha: Mercado mantém expectativa de corte da Selic apesar das incertezas no cenário externo

Publicado 29/07/2026 • 19:20 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Mercado segue apostando em redução de 0,25 ponto percentual da Selic na próxima reunião do Copom.
  • Alta do petróleo e investimentos em inteligência artificial continuam pressionando o cenário inflacionário global.
  • Nos Estados Unidos, postura do Federal Reserve e falta de previsibilidade mantêm elevada a volatilidade dos mercados.

O mercado financeiro segue apostando em um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), apesar das incertezas provocadas pelo cenário internacional. Em sua participação nesta quarta-feira (29) na programação do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a assessora de investimentos da Monte Bravo e notável do canal, Fernanda Rocha, afirmou que o ambiente externo permanece desafiador, mas avalia que o Brasil ainda reúne condições para iniciar um novo ciclo de flexibilização monetária.

Segundo ela, o momento é de elevada volatilidade e baixa previsibilidade, influenciado pela política monetária dos Estados Unidos, pela escalada dos preços do petróleo e pelos elevados investimentos em inteligência artificial. “Ninguém tem certeza de absolutamente nada. Como o próprio Kevin Warsh falou, ninguém tem bola de cristal. Esse é o pano de fundo do mercado hoje”, afirmou.

Fed ainda enfrenta pressão inflacionária

Na avaliação de Fernanda, o Federal Reserve continua adiando uma postura mais restritiva, apesar de a inflação americana permanecer acima da meta.

Segundo a assessora, o atual nível dos juros reais nos Estados Unidos ainda não é suficiente para controlar a inflação de forma consistente, o que mantém o mercado atento aos próximos passos da autoridade monetária.

Leia também: IPCA-15 abaixo do esperado reforça aposta em corte da Selic e derruba juros futuros

Ela também destacou que os investimentos bilionários em inteligência artificial têm contribuído para esse cenário, contrariando a expectativa inicial de que a tecnologia ajudaria a reduzir as pressões inflacionárias.

“A expectativa era de que a inteligência artificial ajudasse a reduzir a inflação, mas neste momento ela está sendo extremamente inflacionária. O volume de investimentos em infraestrutura é muito elevado e isso acaba pressionando os preços”, disse.

Além disso, a recente alta do petróleo amplia os riscos inflacionários e torna ainda mais complexas as decisões dos bancos centrais.

Leia também: Dólar sobe a R$ 5,12 com petróleo em queda e aposta em novos cortes da Selic

Espaço para reduzir a Selic

Apesar do ambiente externo mais desafiador, Fernanda acredita que o Banco Central brasileiro ainda possui margem para reduzir os juros na próxima reunião.

“O mercado está bastante convicto de um corte de 0,25 ponto percentual. Ainda temos uma margem confortável por causa do nível elevado dos juros reais no Brasil”, afirmou.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Ela pondera, porém, que um eventual corte terá impacto limitado sobre o custo financeiro das empresas.

“Esse corte não resolve o problema da rolagem das dívidas, porque ela depende dos juros futuros, e essas curvas continuam subindo tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos”, explicou.

Leia também: Ibovespa sobe mais de 1% com IPCA-15 abaixo do previsto e reforça apostas de novo corte da Selic

Segundo a especialista, a manutenção de juros elevados por um período prolongado já vem provocando aumento da inadimplência entre empresas e consumidores.

“Estamos vendo isso inclusive nos resultados dos bancos. A inadimplência cresce em vários segmentos e é preciso evitar que esse cenário acabe levando a economia para uma recessão mais forte”, acrescentou.

Mercado reavalia aposta nas empresas de IA

Fernanda também observa uma mudança na percepção dos investidores em relação às grandes empresas americanas de tecnologia.

Segundo ela, embora essas companhias continuem apresentando crescimento, os elevados investimentos exigidos para sustentar a expansão da inteligência artificial têm levado parte do mercado a reavaliar essas apostas.

Leia também: Expert XP: Queda na inflação surpreende mercado e reacende apostas em alívio para a Selic, diz Menegon Capital

“Essas empresas continuam gerando resultados, mas hoje também demandam muito mais capital para manter essa expansão”, afirmou.

Na comparação com a China, a assessora avalia que as empresas chinesas conseguiram desenvolver soluções de inteligência artificial com custos menores graças aos investimentos realizados anteriormente em infraestrutura.

“Eles replicaram tecnologias com um custo muito menor e já tinham uma base de infraestrutura preparada. Enquanto isso, as empresas americanas ainda precisam investir muito para construir essa estrutura. Por isso o mercado começa a questionar se esse continua sendo o melhor caminho para alocar recursos”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira