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Hyundai e Boston Dynamics revelam novo Atlas na CES 2026 e colocam robôs no centro da estratégia industrial
Publicado 07/01/2026 • 12:42 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 07/01/2026 • 12:42 | Atualizado há 1 dia
A Hyundai Motor Group deu um passo decisivo para transformar robôs humanoides em um ativo central de produtividade industrial. Durante a CES, a montadora apresentou a nova geração do Atlas, robô desenvolvido por sua subsidiária Boston Dynamics, e anunciou uma parceria estratégica com o Google DeepMind, reforçando sua ambição de liderar a convergência entre manufatura avançada, inteligência artificial e automação em escala.
O Atlas representa uma mudança clara de abordagem no setor: menos foco em replicar movimentos humanos por estética e mais em eficiência, estabilidade e autonomia operacional. “O robô não precisa se mover como uma pessoa”, explicaram os executivos no palco, destacando que o design privilegia movimentos mais rápidos e estáveis, especialmente em ambientes industriais onde cada segundo impacta o custo operacional.
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O evento começou com uma demonstração dos robôs dançando ao som de K-pop, em uma encenação que buscou mostrar não apenas capacidade técnica, mas também interação e coordenação.

Na sequência, Merry Frayne, diretora de gestão de produtos da Boston Dynamics, afirmou que a performance é apenas uma vitrine de um propósito maior. “Nossos robôs têm talento, mas foram construídos para um objetivo mais elevado: cooperar, ajudar, trabalhar ao nosso lado e realizar tarefas perigosas”, disse.
Segundo ela, a robótica apresentada pelo grupo não é pensada de forma isolada, mas como resultado de um ecossistema de parcerias entre a Hyundai, a Boston Dynamics e outros agentes tecnológicos.
De acordo com Frayne, trata-se de robôs equipados com inteligência artificial física, capazes de perceber o mundo de forma semelhante aos humanos e de atuar de maneira responsável. “Essa é uma tecnologia construída para a humanidade. Ela nos apoia, amplia nossas capacidades, torna o trabalho mais seguro e, em alguns casos, mais significativo”, afirmou.
A executiva destacou ainda que a evolução dos sistemas passa por um aprendizado contínuo e coletivo. “Hoje, robôs aprendem com humanos, robôs aprendem com outros robôs, e sistemas aprendem com sistemas. Nós evoluímos juntos como parceiros”, disse.
O novo Atlas foi projetado para atuar em operações reais de manufatura, e não apenas em demonstrações. Entre os principais destaques técnicos estão mãos em escala humana com sensores táteis nos dedos e palmas, câmeras 360°, articulações com rotação completa e resistência à água, requisito essencial para ambientes que exigem lavagens industriais frequentes.
O robô pode erguer cerca de 50 kg, alcançar 2,3 metros de altura e executar tarefas de forma contínua por até quatro horas, utilizando baterias duplas intercambiáveis. Quando a carga se esgota, o Atlas retorna de forma autônoma à estação, troca suas próprias baterias e retoma o trabalho sem intervenção humana.
Outro diferencial estratégico está no software: por meio da plataforma Orbit, quando um Atlas aprende uma nova habilidade, esse conhecimento pode ser compartilhado instantaneamente com toda a frota, criando um efeito de aprendizado coletivo,característica-chave para escalar a automação.
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Embora o robô exibido na CES ainda seja um protótipo de pesquisa, a Hyundai afirmou que a versão comercial já está em produção em sua unidade de Boston. Segundo a empresa, toda a capacidade produtiva de 2026 já está alocada para o próprio grupo Hyundai e para parceiros estratégicos de IA. A entrada de novos clientes externos está prevista para 2027.
O plano de médio prazo é ainda mais ambicioso: a criação do Hyundai Robotics Metal Plant Application Center, um centro dedicado à coleta massiva de dados industriais para treinar habilidades de robôs humanoides. A iniciativa é descrita internamente como uma “fábrica de dados”, essencial para escalar a autonomia dos robôs.
Paralelamente, a montadora vai fabricar os próprios humanoides, com uma nova planta capaz de produzir até 30 mil robôs Atlas por ano, volume considerado necessário para levar a tecnologia além das fábricas, alcançando operações comerciais e, no futuro, o mercado doméstico.
A parceria com o Google DeepMind reforça a estratégia de longo prazo da Hyundai: combinar modelos fundamentais de IA, dados industriais proprietários e hardware avançado para criar robôs generalistas, capazes de aprender novas tarefas rapidamente e operar de forma colaborativa com humanos.
Para analistas, o movimento posiciona a Hyundai não apenas como montadora, mas como uma empresa de tecnologia industrial, disputando espaço em um mercado que pode redefinir cadeias globais de produção.
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