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Ibovespa B3 sobe forte apesar de Wall Street fraca e é puxado por Vale e bancos
Publicado 02/02/2026 • 12:12 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 02/02/2026 • 12:12 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O Ibovespa iniciou fevereiro perto da estabilidade, na região dos 181 mil pontos, mas rapidamente ganhou força e passou a operar no campo positivo, com avanço superior a 1.400 pontos em relação à abertura. O movimento ocorre apesar da queda dos futuros de Nova York, pressionados por incertezas sobre investimentos em inteligência artificial e pelo impasse em torno do pacote fiscal para evitar uma paralisação parcial do governo americano.
Por volta das 11h, o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,79%, aos 182.801 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Vale e dos grandes bancos listados na B3.
Mesmo com o minério de ferro recuando 1,26% na China, os papéis da Vale subiam cerca de 1,7%, enquanto ações de instituições financeiras avançavam:
Na outra ponta, a queda de quase 5% do petróleo pressionava a Petrobras, que recuava em torno de 2,3%.
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A semana traz indicadores capazes de mexer com os mercados. No Brasil, investidores aguardam a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve detalhar a manutenção da Selic em 15% e reforçar a expectativa de início do ciclo de cortes em março.
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Siga o Times | CNBCTambém começam os balanços corporativos do quarto trimestre de 2025, com destaque para Itaú e Santander Brasil na quarta-feira, seguidos por Bradesco e outras companhias.
No exterior, o foco estará no payroll dos Estados Unidos e nos resultados de gigantes de tecnologia como Alphabet e Amazon.
O mercado também repercute o boletim Focus, que mostrou nova queda na projeção de inflação para 2026, de 4,00% para 3,99%. As estimativas para Selic em anos seguintes foram mantidas.
Outro ponto de atenção é a possível indicação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, para a diretoria do Banco Central — decisão que ainda dependerá de sabatina no Senado.
Após encerrar janeiro com alta de 12,56%, o melhor desempenho mensal desde 2020, o Ibovespa segue sendo sustentado pela entrada de capital externo.
Até o fim da semana passada, investidores estrangeiros haviam aportado R$ 25,32 bilhões na B3, praticamente o mesmo volume registrado em todo o ano de 2025.
Para Bruna Sene, analista da Rico, a bolsa brasileira vem se beneficiando da realocação global de recursos:
“Vimos um fluxo estrangeiro muito forte entrando na Bolsa brasileira, que foi o grande motor da alta de janeiro.”
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